Após conquistar o cume de uma montanha de 3.960 metros, alpinista de 53 anos iniciou a descida e desapareceu, levando equipes a mobilizarem helicópteros, cães farejadores e buscas por mais de três dias
Seu corpo foi encontrado 72 horas depois em uma borda de penhasco, exigindo helicóptero especializado para a recuperação.

Brian Seibert celebrou a chegada ao topo do Monte Morgan com uma mensagem de texto aos amigos na noite de domingo. O alpinista californiano de 53 anos havia alcançado o cume da montanha de 3.960 metros e registrou sua presença no livro de assinatura do pico, uma tradição entre escaladores.
Minutos depois, durante a descida, ele desapareceu após uma queda. Socorristas descreveram o acidente como incompatível com a sobrevivência. Seu corpo foi localizado mais de 72 horas depois, em uma borda de penhasco na base do Grand Central Couloir, a aproximadamente 3.800 metros de altitude.
A recuperação do corpo exigiu um helicóptero especializado, porque o terreno acidentado e remoto impedia o acesso das equipes de resgate por terra.

A mobilização das buscas e o desafio do terreno
Na segunda-feira, quando Seibert não retornou por volta das 23h30, horário previsto, a equipe de Busca e Salvamento do Gabinete do Xerife do Condado de Mono foi acionada.
Os socorristas começaram a seguir pegadas e utilizaram dados de rastreamento de celular para reconstruir a rota de descida, e homens em um helicóptero avistaram o corpo. O terreno perigoso e remoto da região dificultou a chegada das equipes ao local onde o corpo havia sido avistado.

A reação da família e o legado de amizade
A ex-esposa de Brian, Sundi Reince, manifestou-se nas redes sociais das equipes de resgate. Mesmo após o divórcio, ela destacou a forte amizade que mantinha com Seibert e mencionou o impacto da perda nos filhos, que acompanharam aflitos as buscas.
A família expressou profunda gratidão aos voluntários e autoridades pelo empenho em localizar Seibert. O caso reforça os riscos inerentes ao alpinismo em terrenos de altitude extrema, onde as margens para erro são praticamente inexistentes.








