Homem passou mais de 40 anos sem ter o nome do pai na certidão de nascimento, mas um exame de DNA feito depois da morte dele finalmente confirmou quem era seu pai biológico
Após o reconhecimento judicial, o homem pode agora incluir oficialmente o nome do pai e dos avós paternos em seus documentos.

Um morador de Jaraguá do Sul chegou à vida adulta sem o nome do pai na certidão de nascimento. Durante décadas, conviveu com a incerteza sobre sua origem e ouviu de familiares quem poderia ser seu pai, mas não tinha nenhuma comprovação legal.
Em 1982, sua mãe manteve um relacionamento com o homem indicado como pai. Ele, porém, nunca o reconheceu, nem de forma espontânea nem formal.
O desafio de confirmar a verdade após a morte
Já adulto, o homem decidiu recorrer à Justiça para confirmar a paternidade. Como o homem que ele acreditava ser seu pai havia morrido em 2021, o teste genético direto entre pai e filho se tornou impossível.
Os peritos então recorreram à reconstrução genética. Eles analisaram amostras biológicas do autor da ação, de sua mãe e de quatro filhos já reconhecidos pelo falecido. O método permite estimar a relação genética de forma indireta, mas rigorosa.
Quando o DNA fornece a resposta definitiva
O resultado indicou probabilidade de 99,9999% de paternidade. Os familiares que participaram da perícia não contestaram o pedido e concordaram com a inclusão do autor como irmão na família.
Com o resultado da perícia e o consentimento de todos os envolvidos, a Justiça reconheceu oficialmente a paternidade. A retificação dos documentos permite incluir o nome do pai e dos avós paternos, além de adotar formalmente o sobrenome paterno. O processo tramita em segredo de Justiça.








