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Durante 1.000 dias, mulher acordou de madrugada para correr pelo menos 50 km antes de trabalhar, enfrentou frio extremo, calor de 40 °C e nove países até conquistar um recorde do Guinness

Após bater o recorde em 26 de setembro de 2026, Litt reduziu o ritmo para 40 quilômetros diários e segue adaptando sua rotina no universo das ultramaratonas.


Por Bernardo Teixeira

11/10/2026 às 17h31

Durante 1.000 dias, mulher acordou de madrugada para correr pelo menos 50 km antes de trabalhar, enfrentou frio extremo, calor de 40 °C e nove países até conquistar um recorde do Guinness
Foto: RUN 4 FFWPU/Pexels

Shannon-Leigh Litt, advogada criminalista neozelandesa de 47 anos, correu pelo menos 50 quilômetros por dia durante 1.000 dias consecutivos e acumulou aproximadamente 52 mil quilômetros. O Guinness World Records reconheceu o feito em 26 de setembro de 2026.

Moradora de Whangarei, no norte da Nova Zelândia, Litt percorreu uma distância 30% maior que uma volta completa na Terra pela linha do Equador. Ela acordava de madrugada para correr antes do expediente e manteve a rotina como profissional do Direito durante toda a sequência.

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Foto: Redes/Reprodução

Como tudo começou

A jornada começou em 1º de janeiro de 2024 sem que Litt pretendesse chegar a mil dias. Ela queria superar os 200 dias, recorde feminino estabelecido por uma corredora norte-americana. Ao atingir essa marca, decidiu seguir adiante.

Ao se inscrever no Guinness World Records, ela mencionou a possibilidade de parar aos 250 dias, mas mudou de ideia e manteve o ritmo até alcançar o objetivo final.

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Foto: Redes/Reprodução

A rotina pesada de madrugadas e extremos climáticos

No início, as corridas duravam entre cinco horas e meia e seis horas e meia. Nos últimos meses, porém, os treinos chegavam a oito horas por dia. Para que cada dia fosse reconhecido como uma ultramaratona válida, Litt precisava percorrer no mínimo 50 quilômetros e, quando necessário, saía de madrugada.

A jornada levou Litt a nove países, onde ela enfrentou uma enchente, risco de hipotermia na Áustria e temperaturas próximas de 40 graus Celsius em outras regiões.

Como o Guinness validou o recorde

Para comprovar cada corrida, o Guinness World Records exigiu que Litt enviasse documentação rigorosa. A advogada precisou enviar vídeos do início e do fim dos percursos, fotografias, depoimentos de testemunhas e registros de GPS de todas as atividades.

Esse processo de validação garantiu a autenticidade do recorde e demonstrou o comprometimento da corredora em manter a transparência durante toda a sequência, sem atalhos ou improvisações.

Depois da marca: a vida segue em movimento

Litt continuou correndo depois de bater o recorde. Durante os mil dias, ela também disputou a Kings Backyard Ultra, na Nova Zelândia, percorrendo cerca de 248 quilômetros em 41 horas.

Depois do reconhecimento do Guinness, reduziu o ritmo para uma média de 40 quilômetros diários e abriu espaço gradualmente para outros interesses. Litt reconhece que abandonar o hábito desenvolvido ao longo de mil dias não é simples, mas segue adaptando sua rotina enquanto continua ligada ao mundo das ultramaratonas.