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Guitarrista de uma das bandas de rock mais famosas do mundo comprou 157 acres de uma área que seria transformada em moradias e decidiu fazer algo completamente diferente: plantou mais de 100 mil árvores e transformou o lugar em refúgio para animais

O guitarrista espera que a floresta se torne um legado duradouro para futuras gerações e um símbolo de seu compromisso com a conservação.


Por Bernardo Teixeira

06/10/2026 às 18h34

Guitarrista de uma das bandas de rock mais famosas do mundo comprou 157 acres de uma área que seria transformada em moradias e decidiu fazer algo completamente diferente: plantou mais de 100 mil árvores e transformou o lugar em refúgio para animais
Foto: Divulgação

Brian May, guitarrista do Queen, dedicou-se a um projeto de conservação que transformou uma antiga propriedade rural em santuário de vida selvagem. Em 2012, ele comprou 157 acres de uma propriedade rural em Bere Regis, Dorset, na Inglaterra. A área seria convertida em residências, mas May a transformou em uma reserva natural.

A paixão de May pela vida selvagem britânica o levou a trabalhar com moradores locais e autoridades de proteção ambiental para planejar a reserva.

Em entrevista à BBC, em fevereiro de 2013, o músico explicou sua visão para a área: um santuário de vida selvagem sem fronteiras que funcionaria como um corredor para a fauna local, criado como herança para futuras gerações.

Da plantação ao refúgio animal

O trabalho prático começou em setembro de 2013, quando as primeiras árvores nativas foram plantadas no terreno. May participou de uma cerimônia em 28 de setembro daquele ano, plantando pessoalmente um carvalho ao lado de moradores, que batizaram o local de “May’s Wood” (Floresta de May).

As plantas utilizadas foram cultivadas no Reino Unido a partir de sementes colhidas de árvores saudáveis ou fontes locais.

A maioria das árvores era de espécies nativas, como avelã, espinheiro, cereja-brava e fuso. Nogueiras e coníferas foram plantadas para oferecer proteção no inverno. Hoje, mais de 100 mil árvores crescem na floresta restaurada. May reconheceu que provavelmente não estará vivo para ver o santuário totalmente desenvolvido, mas confia que ele se tornará um lugar belo para futuras gerações.

Legado que vai além da música

O espaço também abriga o Harper Asprey Wildlife Rescue, organização de bem-estar e conservação animal fundada pela defensora Anne Brummer e cofundada com May por meio da Save Me Trust. O centro cuida de animais selvagens britânicos saudáveis e feridos, incluindo texugos, raposas, ouriços e veados, resgatando aproximadamente 750 animais por ano.

May, que também possui doutorado em astrofísica e trabalhou com a NASA, vê a conservação como extensão natural de seus valores.

Em entrevista ao The Sunday Times, May disse que, embora o Queen seja parte importante de sua vida. Preferiria ser lembrado por tentar mudar a forma como as pessoas tratam os outros seres vivos, um legado que consideraria digno de orgulho.