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Novo medicamento para Parkinson é aprovado e chama atenção por agir de um jeito diferente no cérebro, em uma abordagem que ainda não existia no tratamento da doença neste país

Uma nova opção para tratar o Parkinson acaba de ganhar aval. Comprimido de uso diário pode ser tomado isoladamente ou combinado.


Por Clyverton Silva

02/10/2026 às 20h33

Novo medicamento para Parkinson é aprovado e chama atenção por agir de um jeito diferente no cérebro, em uma abordagem que ainda não existia no tratamento da doença neste país
Foto ilustrativa: Towfiqu barbhuiya/Pexels

Uma nova opção para tratar o Parkinson acaba de ganhar aval nos Estados Unidos: o tavapadon, aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), age sobre receptores cerebrais pouco explorados pelos remédios atuais. Em vez de repetir o caminho bioquímico usado há décadas, a substância mira outras fechaduras do cérebro ligadas ao início dos movimentos.

Comprimido de uso diário, pode ser tomado isoladamente ou combinado com a levodopa, a base mais comum do tratamento contra a doença. A farmacêutica AbbVie vende o produto sob o nome Juvmo e prevê a chegada às prateleiras americanas em outubro, enquanto no Brasil a Agência Nacional de Vigilância Sanitária ainda não deu prazo para avaliar um possível registro.

Neurologistas consultados pelo G1 tratam a aprovação como avanço relevante, mas ponderam que os ganhos motores observados até agora se equiparam aos de tratamentos já disponíveis. A grande expectativa recai sobre uma possível melhor tolerância ao remédio, algo que os estudos conduzidos até aqui não confirmaram de forma conclusiva.

11 milhões de pessoas convivem com o Parkinson

Mais de 11 milhões de pessoas convivem com o Parkinson ao redor do mundo. A doença avança conforme morrem os neurônios responsáveis por produzir dopamina, substância usada pelo cérebro para comandar os movimentos do corpo.

Lentidão, rigidez muscular, tremores nos braços e pernas, postura curvada e perda de expressão facial surgem à medida que a dopamina falta. Segundo Helder Picarelli, neurocirurgião do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e pós-doutor pela Universidade Federal de São Paulo.

Prisão de ventre, perda do olfato, sono de má qualidade, depressão e dores também costumam acompanhar o quadro.