A maioria dos brasileiros gostaria de deixar o trabalho antes dos 60 anos, mas pesquisa revela que poucos acreditam ter condições de transformar esse desejo em realidade
Um levantamento foi realizado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) em parceria com o Datafolha.

A legislação brasileira considera pessoa idosa a partir dos 60 anos, mas essa marca não garante a saída do mercado de trabalho. Um levantamento realizado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) em parceria com o Datafolha revela um grande abismo entre o desejo e a realidade: enquanto 59% dos trabalhadores gostariam de parar antes dessa idade, apenas 28% acreditam que conseguirão de fato.
O levantamento ouviu 1.908 pessoas em todas as regiões do Brasil entre 8 e 16 de junho de 2026 e mostra as ansiedades e expectativas de quem ainda trabalha.
Quando a aposentadoria pode acontecer
Para quem não espera sair aos 60, o tempo no trabalho pode ser ainda maior. Cerca de 32% dos entrevistados projetam deixar o mercado aos 61 anos ou depois, enquanto 11% admitem nunca conseguir parar e 12% não querem se afastar da vida produtiva.
O INSS aparece como referência central nessas expectativas, e entre os não aposentados, 38% apontam a Previdência pública como a principal fonte de renda futura. A maioria não sabe quanto receberá: apenas 35% desses trabalhadores conseguem calcular a renda que esperam receber do instituto.
Quanto esperam ganhar do INSS
Entre os que tentaram estimar quanto ganharão, 53% esperam receber até um salário mínimo, considerando o valor de R$ 1.621 usado na pesquisa. A expectativa média entre os que informaram um valor é de R$ 2.546 por mês.
Entre os que contam com o INSS, 56% acreditam que precisarão cortar gastos para se manter, enquanto apenas 25% acreditam que manterão o padrão de vida atual. Entre os aposentados, 92% apontam a Previdência pública como principal sustento.
Os trabalhadores citam alternativas para complementar a renda além do que o INSS oferece. Formar uma reserva financeira ou poupança é a estratégia mais mencionada, com 33% entre os não aposentados. Vender ou alugar imóveis aparece em segundo lugar, com 20%. A previdência privada e a venda de outros bens ou negócios vêm depois, com 13% cada.









