Sem emprego e precisando colocar dinheiro em casa, ela começou a vender doces feitos na cozinha da mãe, recusou novas oportunidades de trabalho e seis anos depois sua confeitaria produz cerca de 4 mil unidades por mês
Com a própria casa em reforma, a solução encontrada foi usar a cozinha da mãe para preparar os primeiros pedidos.

O trabalho de representante comercial de Vanessa Hayashi acabou em abril de 2020, no auge das restrições impostas pela pandemia de Covid-19. A função exigia visitas presenciais a clientes, e não havia como transformar a rotina em home office, o que levou a empresa a demiti-la junto com outros colegas.
Segundo informações do ND Mais, sem renda e precisando sustentar a casa, ela recorreu a algo que até então era só um hobby: fazer doces. Tortas, bolos e brownies que antes serviam para festas de família e amigos viraram a única fonte de renda disponível.
De representante comercial a confeiteira
Durante um mês, os profissionais da área ficaram em casa à espera de uma definição da empresa sobre o futuro das operações. O desfecho veio com um desligamento em massa que atingiu diversos funcionários, incluindo Hayashi.
A busca por uma nova vaga no mesmo setor começou logo, mas não resolvia o problema imediato: faltava dinheiro para pagar as contas enquanto a recolocação não vinha. Foi em uma conversa com amigas que surgiu o empurrão decisivo: alguém lembrou que, mesmo durante a crise, as pessoas continuavam precisando comer. O argumento fez sentido para ela.
O hobby que virou negócio
Fazer doces nunca tinha sido pensado como profissão antes da demissão. Era prazer, não trabalho — ela preparava sobremesas para ocasiões especiais e, em um emprego anterior, chegou a vender brownies entre os colegas de escritório.
Com a própria casa em reforma, a solução encontrada foi usar a cozinha da mãe para preparar os primeiros pedidos. Dali saíam as encomendas, entregues pessoalmente por ela no dia seguinte.
Seis anos depois daquele recomeço forçado pela pandemia, o negócio ganhou uma loja física em Blumenau, no Vale do Itajaí, e hoje vende cerca de 4 mil unidades por mês. O hobby se transformou em profissão.









