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Duas estudantes analisavam um fóssil de 309 milhões de anos que já era conhecido pela ciência, mas perceberam que se tratava de uma nova espécie e decidiram batizá-la em homenagem às próprias mães

Um fóssil de 309 milhões de anos revelou uma nova espécie de protoanfíbio que havia passado despercebida pela ciência. Ligadas ao Museu Field, em Chicago…


Por Bernardo Teixeira

04/10/2026 às 22h04

Duas estudantes analisavam um fóssil de 309 milhões de anos que já era conhecido pela ciência, mas perceberam que se tratava de uma nova espécie e decidiram batizá-la em homenagem às próprias mães
Foto: Maciej Cisowski/Pexels

Um fóssil de 309 milhões de anos revelou uma nova espécie de protoanfíbio que havia passado despercebida pela ciência. Ligadas ao Museu Field, em Chicago, Payton Kohlberg e Allison Sefcovic identificaram diferenças anatômicas que distinguiam o animal de tudo o que se conhecia até então e decidiram dar-lhe um nome especial.

As mães das duas estudantes se chamam Jean, nome que inspirou o batismo científico Jeanerpeton mazonensis, em homenagem. A pesquisa foi publicada no Journal of Vertebrate Paleontology e marca a descoberta de um ancestral dos anfíbios modernos, grupo que hoje inclui sapos, rãs e salamandras.

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Foto: Arjan Mann

Como o fóssil revelou uma nova espécie

O fóssil foi descoberto há vários anos na região fossilífera de Mazon Creek, em Illinois, uma das áreas mais ricas do período Carbonífero. O colecionador amador que o desenterrou doou-o posteriormente ao Museu Field, onde permanecia catalogado sob uma classificação incorreta.

Mazon Creek preserva detalhes que normalmente desaparecem durante o processo de fossilização, como partes de tecidos moles e contornos do corpo. No Jeanerpeton mazonensis, as pesquisadoras identificaram escamas minúsculas, pequenas costelas na região abdominal e até impressões dos olhos. Essas informações permitiram reconhecer características distintas da espécie.

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Foto: Allison Sefcovic

A importância da reclassificação científica

Fósseis em coleções antigas costumam ser agrupados sob uma única classificação quando ainda não existem dados suficientes para separá-los. Os cientistas chamam esse padrão informalmente de táxon de descarte. A nova análise revelou que o Jeanerpeton mazonensis, apesar de conhecido há tempos, pertencia a um grupo completamente diferente daquele em que havia sido incluído.

Durante o Carbonífero (359 a 299 milhões de anos atrás), a região abrigava uma diversidade de vertebrados. A descoberta ampliou o conhecimento sobre esse grupo e mostrou como o aprimoramento das técnicas de análise permite identificar novas espécies em fósseis já coletados.