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China faz alerta para fenômeno histórico entre os maiores já registrados que está se formando e pode afetar o mundo inteiro

Cientistas alertam que é necessária preparação global dos sistemas de proteção contra secas e inundações extremas nos próximos meses.


Por Bernardo Teixeira

30/09/2026 às 15h07

China faz alerta para fenômeno histórico entre os maiores já registrados que está se formando e pode afetar o mundo inteiro
Foto: Bojan Petkovic/Pexels

Meteorologistas chineses alertam que um super El Niño de intensidade extrema está se formando este ano e pode se tornar o mais forte desde o início das medições. A previsão é do centro nacional de clima, que monitora o aquecimento acelerado das águas do Oceano Pacífico equatorial desde maio.

As temperaturas devem atingir o pico por volta de novembro. O fenômeno tende a elevar as temperaturas em todo o planeta e a desequilibrar os padrões de chuva em vastas regiões, com secas severas em alguns continentes e precipitações intensas em outros.

Aquecimento recorde no Pacífico

O Oceano Pacífico equatorial registra aquecimento sem precedentes. A anomalia térmica no índice Niño 3.4 alcançou 3,04°C acima do normal em 20 de setembro, a marca diária mais alta jamais registrada para essa faixa oceânica.

Essa temperatura supera o pico observado em 2015, um dos eventos mais intensos da história moderna. O aquecimento precoce e extremo indica que o episódio de 2026 pode ultrapassar em força todos os anteriores.

Vista dramática de rochas erodidas iluminadas pelo sol ao longo da costa, cercadas por um mar azul profundo.
Foto: Glenn Langhorst/Pexels

Impactos esperados

As enchentes na China neste ano já evidenciam o impacto do super El Niño. O fenômeno continuará moldando as condições climáticas no outono e no inverno próximos, além de afetar a próxima primavera e o próximo verão em todo o planeta.

O aquecimento das águas do Pacífico oriental ocorre a cada dois a sete anos, em geral como resultado do enfraquecimento dos ventos alísios.

Gilvan Sampaio, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, alerta que é prematuro definir a intensidade exata com base apenas nas leituras de temperatura oceânica durante períodos de transição sazonal. Ainda assim, a tendência dos dados reforça a possibilidade de perturbações climáticas nos próximos meses e exige preparação global dos sistemas de proteção contra secas e inundações extremas.