Psicóloga explica por que tanta gente se sente exausta ultimamente e revela o que pode estar por trás desse cansaço que parece não passar
A exaustão que toma conta de muitas pessoas atualmente tem explicação: psicólogos apontam que vivemos um esgotamento coletivo, resultado direto dos…

A exaustão que toma conta de muitas pessoas atualmente tem explicação: psicólogos apontam que vivemos um esgotamento coletivo, resultado direto dos traumas. E das pressões acumulados nos últimos anos, especialmente após a pandemia, que marcou profundamente a saúde mental global. Ao encerrar 2022, a psicóloga Naomi Holdt explicou esse esgotamento coletivo em meio às turbulências emocionais que o mundo atravessou.
A crise que parecia temporária se estendeu e deixou marcas no bem-estar coletivo, comprometendo ainda hoje a energia das pessoas no dia a dia.
O peso da recuperação sem descanso
Quando a vida voltou à “normalidade”, o corpo e a mente não acompanharam o mesmo ritmo. As pessoas tentaram retomar a rotina enquanto ainda carregavam o trauma e o desgaste emocional dos anos anteriores, sem processar de fato o que viveram. Era como tentar correr uma maratona já cansado desde o ponto de partida.
Essa tentativa de recuperação forçada, de retomar o trabalho, a escola, os relacionamentos. E a vida social em ritmo intenso, ocorreu sem considerar um detalhe crucial: o sistema nervoso estava em alerta máximo e permanecia frágil. Exigir mais do que o corpo podia suportar aprofundou o esgotamento mental, que atingiu adultos, adolescentes e crianças.

Reconhecer o cansaço é o primeiro passo
Compreender por que se sente tão esgotado abre caminho para a compaixão com você mesmo. O esgotamento extremo não é fraqueza: é a resposta natural do corpo e da mente após enfrentar tempestades emocionais consecutivas.
Quando alguém se pergunta por que se importa tanto com pequenas coisas ou sente ansiedade em situações simples, a raiz frequentemente está nessa exaustão acumulada que ninguém processou de fato.
Caminhe com gentileza em sua jornada e encontre pequenos momentos de paz em meio ao caos. Permita que o corpo e a mente cicatrizem ao seu próprio ritmo, sem pressa e sem culpa. A compaixão, consigo mesmo e com os outros, é o remédio que falta quando tudo parece pesado demais.










