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Voto e Cidadania 2026: Conheça o candidato do MDB ao Senado por Minas, Arcanjo Pimenta, e suas propostas

Militante do movimento negro defende investimentos na prevenção de enchentes e na melhoria das rodovias da Zona da Mata, além de acompanhar a renegociação da dívida estadual


Por Bernardo Marchiori

29/09/2026 às 18h31

Voto e Cidadania 2026

A prevenção de enchentes e desastres climáticos e a melhoria das rodovias estão entre as prioridades de Arcanjo Pimenta (MDB) para Juiz de Fora e a Zona da Mata. Ele é candidato ao Senado com o número 155. Empresário, gestor público e militante do movimento negro, o candidato defende a ampliação da representação negra nos espaços de decisão e o diálogo com os governos para buscar investimentos. Também apoia a renegociação da dívida estadual, com atenção à capacidade de investimento de Minas, e propõe fiscalizar a aplicação dos recursos públicos.

Na edição 2026 do projeto Voto e Cidadania, a Tribuna de Minas entrou em contato com as assessorias dos 16 candidatos ao Senado por Minas Gerais. Todos receberam as mesmas perguntas sobre suas trajetórias, as demandas de Juiz de Fora e da Zona da Mata, a renegociação da dívida estadual e a atuação na fiscalização do governo federal e na análise de indicações para cargos como os de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

As respostas são publicadas conforme encaminhadas pelas assessorias, sem edição de conteúdo pela Tribuna. Houve apenas cortes nos casos em que o limite de caracteres, informado previamente a todas as campanhas, foi ultrapassado.

Conheça o candidato do MDB ao Senado por Minas, Arcanjo Pimenta, e suas propostas
(Foto: Divulgação)
  • Quem é você, qual é sua trajetória e por que decidiu disputar uma vaga no Senado por Minas Gerais?

“Sou mineiro, nascido em Belo Horizonte, empresário, gestor público e militante histórico do movimento negro. Minha trajetória sempre esteve ligada ao diálogo, à participação política e à luta para que a população negra esteja presente também nos espaços onde as decisões são tomadas.

Decidi colocar meu nome à disposição para o Senado porque acredito que essa representação precisa chegar ao Legislativo. Mas costumo dizer que essa cadeira não será minha: será do povo de Minas Gerais.

Quero exercer o mandato com diálogo, independentemente de quem esteja no governo, trabalhando junto aos municípios, ao Estado e à União para levar projetos, investimentos e oportunidades para os mineiros.”

  • Caso seja eleito, como pretende representar Juiz de Fora e a Zona da Mata no Senado? Quais demandas da região estarão entre suas prioridades?

“Quero estar presente na Zona da Mata e trabalhar de perto com Juiz de Fora e os municípios da região. Uma prioridade é a prevenção às enchentes e aos desastres climáticos. Precisamos buscar recursos para obras de macrodrenagem, contenção de encostas, mapeamento das áreas de risco e sistemas de alerta. Também temos que ajudar na recuperação de moradias, serviços públicos e da infraestrutura das cidades atingidas.

Outro ponto importante são as estradas. A Zona da Mata precisa de rodovias bem cuidadas, com manutenção e melhorias que facilitem o transporte, a logística e o desenvolvimento da região. No Senado, quero dialogar com prefeitos, lideranças e o setor produtivo para levar projetos a Brasília, buscar recursos e ajudar a fortalecer a economia e a indústria de Juiz de Fora e de toda a Zona da Mata.”

  • A dívida pública de Minas é um dos principais desafios financeiros do Estado. Qual será sua posição sobre a renegociação dessa dívida e como pretende atuar no Senado nessa discussão?

“Eu vejo a renegociação como um caminho importante para Minas voltar a respirar e investir. Hoje, o peso da dívida tira recursos que poderiam estar na infraestrutura, na saúde e nos municípios. O Propag é um início, principalmente porque busca reduzir o peso dos juros, mas precisa ser acompanhado de perto.

No Senado, meu papel será defender Minas junto ao governo federal, seja qual for o presidente, acompanhar as condições dessa negociação e trabalhar para que o Estado tenha condições melhores de pagamento sem comprometer sua capacidade de investir.

Senador é eleito para defender o seu estado, e é isso que eu pretendo fazer.”

  • Quais serão suas principais prioridades legislativas e como pretende exercer o papel do Senado na fiscalização do governo federal e na análise de indicações para cargos como os de ministros do STF?

“Minha prioridade será defender Minas Gerais e seus 853 municípios, trabalhando por mais investimentos em infraestrutura, saúde, geração de emprego, desenvolvimento regional e transparência na aplicação das emendas. Quero um mandato que dialogue com o governo federal, mas que também fiscalize, cobre resultados e acompanhe de perto a execução dos recursos públicos.

Sobre o STF, defendo uma instituição forte e independente, com equilíbrio entre os Poderes. O Senado tem a responsabilidade de analisar as indicações para a Corte, e pretendo exercer esse papel com responsabilidade, observando a trajetória, a independência e o compromisso do indicado com a Constituição.

Também defendo uma mudança no tempo de permanência dos ministros. Defendo que um mandato de até 12 anos, sem recondução, é suficiente para garantir independência sem criar uma permanência tão longa no cargo. Essa mudança deve valer para as futuras nomeações.”