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Pesquisa com mais de 220 mil participantes revela outra forma de aliviar a dor no corpo que pode ter efeito semelhante ao de remédios

A revisão envolveu 221 mil participantes e identificou reduções superiores a 1 ponto em uma escala de dor de 0 a 10.


Por Clyverton Silva

28/09/2026 às 10h32

Pesquisa com mais de 220 mil participantes revela outra forma de aliviar a dor no corpo que pode ter efeito semelhante ao de remédios
Foto ilustrativa: Andrea Piacquadio/Pexels

Atividades físicas leves reduzem a dor crônica com uma eficácia comparável à de medicamentos analgésicos, segundo análise de mais de 150 estudos conduzida por pesquisadores da Adelaide University.

A revisão envolveu 221 mil participantes e identificou reduções superiores a 1 ponto em uma escala de dor de 0 a 10 — cerca de 60% acima do observado em pesquisas com analgésicos convencionais. Esse resultado é relevante para o manejo da dor crônica em pessoas com artrite, enxaqueca e outras condições que limitam a qualidade de vida.

Exercícios de alta intensidade não se mostraram mais eficazes, e programas mais curtos e de baixa intensidade, ao contrário, apresentaram os melhores resultados na redução da dor.

Por que o movimento funciona contra a dor

O exercício produz esse efeito por meio da bioquímica do corpo. Quando a pessoa se move, mesmo em atividades leves, o organismo libera endorfinas e serotonina, substâncias que reduzem a intensidade da dor e aumentam a tolerância a ela.

Além disso, a atividade física reduz a inflamação subjacente, altera o modo como o cérebro processa os sinais de dor e melhora o humor. Esse efeito ocorre com praticamente qualquer forma de movimento, e isso facilita a adesão de pessoas que enfrentam limitações físicas ou temem agravar a condição.

Qual tipo de exercício traz mais alívio

Os dados da revisão indicam que as maiores reduções de dor ocorreram com exercícios de baixa intensidade — menos de 120 minutos por semana — em programas de menos de 12 semanas. Isso contrasta com a crença comum de que maior intensidade gera resultados proporcionalmente melhores.

Atividades como ioga, pilates e tai chi estiveram entre as mais eficazes, oferecendo alívio sem exigir esforço anaeróbico. O achado é especialmente relevante para pessoas com dor crônica que evitam exercícios por medo de lesão ou piora do quadro, e movimento suave e consistente funciona.