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Voto e Cidadania 2026: Conheça o candidato do DC ao Senado por Minas, Juiz Ramon Moreira, e suas propostas

Magistrado aposentado defende mudanças na legislação, investimentos na prevenção de enchentes e medidas para atrair empresas à Zona da Mata


Por Tribuna de Minas

29/09/2026 às 18h38

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Advogado e magistrado aposentado, Juiz Ramon Moreira (DC) disputa uma das duas vagas de Minas Gerais no Senado, com o número 277. Com mais de quatro décadas de atuação na Justiça, o candidato defende o aperfeiçoamento das leis, o combate à impunidade e a fiscalização do poder público. Para Juiz de Fora e a Zona da Mata, propõe investimentos em infraestrutura e prevenção de enchentes, medidas para atrair empresas e maior integração entre as universidades e o setor de inovação tecnológica. Na renegociação da dívida estadual, pretende atuar por meio da articulação política, de propostas legislativas e da mediação jurídica.

Na edição 2026 do projeto Voto e Cidadania, a Tribuna de Minas entrou em contato com as assessorias dos 16 candidatos ao Senado por Minas Gerais. Todos receberam as mesmas perguntas sobre suas trajetórias, as demandas de Juiz de Fora e da Zona da Mata, a renegociação da dívida estadual e a atuação na fiscalização do governo federal e na análise de indicações para cargos como os de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

As respostas são publicadas conforme encaminhadas pelas assessorias, sem edição de conteúdo pela Tribuna. Houve apenas cortes nos casos em que o limite de caracteres, informado previamente a todas as campanhas, foi ultrapassado.

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(Foto: Divulgação)
  • Quem é você, qual é sua trajetória e por que decidiu disputar uma vaga no Senado por Minas Gerais?

“Eu sou o Dr. Ramon Moreira. Nasci em uma família simples, filho de uma professora rural e de um pequeno produtor. Desde criança aprendi o valor do trabalho, da honestidade e da responsabilidade, ajudando meus pais no campo e conciliando estudo e trabalho.

Sou advogado e magistrado aposentado. Durante mais de quatro décadas atuei na Justiça, passando por diversas comarcas de Minas Gerais, sempre guiado pelo compromisso de fazer o que é certo, com equilíbrio, respeito às pessoas e dedicação ao serviço público. Ao longo dessa trajetória, conheci os desafios enfrentados por vítimas, famílias, profissionais da segurança pública e pelo próprio sistema de Justiça.

Foi dentro dos tribunais que percebi que muitos problemas do Brasil não terminam nos processos. A polícia prende, a Justiça trabalha, mas muitas vezes criminosos encontram brechas para voltar às ruas.

Por isso, decidi colocar minha experiência a serviço de uma nova missão: trabalhar para aperfeiçoar as leis e combater a impunidade.”

  • Caso seja eleito, como pretende representar Juiz de Fora e a Zona da Mata no Senado? Quais demandas da região estarão entre suas prioridades?

“Precisamos trabalhar para o desenvolvimento de Juiz de Fora e de toda Zona da Mata. A região exige investimentos urgentes para destravar e otimizar gargalos de transporte, facilitando o escoamento de mercadorias para os mercados do Sudeste. Temos que mitigar o impacto das fortes chuvas que devastaram a cidade. Essa é uma prioridade socioeconômica indispensável. Eu defendo investimentos estruturados em dragagem de rios, ampliação de redes de drenagem urbana e implantação de bacias de contenção para conter enchentes recorrentes na bacia do Rio Paraíba do Sul.

Precisamos reduzir entraves burocráticos e implantar políticas tributárias e fiscais mais atrativas. O objetivo é reverter a estagnação econômica histórica e evitar a migração de empresas para estados vizinhos, como o Rio de Janeiro. Fortalecer o ecossistema de negócios por meio de um ambiente institucional transparente e desburocratizado, gerando maior previsibilidade para a chegada de novas indústrias.

Como o quinto maior município mineiro no setor de serviços, Juiz de Fora precisa integrar sua forte base acadêmica à inovação tecnológica, impulsionando a geração de empregos qualificados.”

  • A dívida pública de Minas é um dos principais desafios financeiros do Estado. Qual será sua posição sobre a renegociação dessa dívida e como pretende atuar no Senado nessa discussão?

“Se eleito eu vou concentrar em três pilares para ajudar na negociação da dívida do Estado com a União: articulação política, proposição legislativa e mediação jurídica. Como o Senado Federal é a casa que representa oficialmente os estados da Federação, os senadores mineiros possuem ferramentas institucionais únicas para influenciar diretamente essa negociação.

O que eu pretendo fazer:
1. Articulação e Liderança no Congresso Nacional
• Construção de Consensos: O senador deve liderar a bancada mineira (composta por deputados federais e os três senadores) e buscar apoio de parlamentares de outros estados que enfrentam crises fiscais semelhantes (como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo) para criar uma frente ampla de negociação.
• Diálogo com o Poder Executivo: Cabe ao senador intermediar conversas diretas entre o Governador, a Fazenda e a Presidência para buscar termos de refinanciamento viáveis.
2. Proposição e Votação de Leis (Via Legislativa)
3. Mediação Institucional e Jurídica”

  • Quais serão suas principais prioridades legislativas e como pretende exercer o papel do Senado na fiscalização do governo federal e na análise de indicações para cargos como os de ministros do STF?

“A minha atuação vai ser pautada na ética e na moralidade. Como juiz aposentado e alguém que trabalhou mais de 40 anos com leis, pretendo exercer uma fiscalização minuciosa do governo federal. O Senado exerce o controle bifronte (junto com a Câmara dos Deputados), supervisionando os atos do Poder Executivo por meio de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), pedidos de informações ministeriais e fiscalização contábil com o auxílio do Tribunal de Contas da União (TCU).

Análise de indicações (Sabatina) é competência privativa do Senado aprovar, por voto secreto e após arguição pública, a escolha de magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF), ministros de tribunais superiores, procurador-geral da República, presidentes e diretores do Banco Central, além de diplomatas.

Também vou ficar à disposição das lideranças do meu Estado para, em Brasília, ajudar nas demandas de maior ou menor importância. Pretendo ficar em Brasília apenas um mandato.”