Nasceu nos anos 60, 70, 80 ou 90? Lista revela os nomes que mais fizeram sucesso entre os bebês de cada década
Maria e José dominaram os registros de nascimento no Brasil por décadas seguidas, mas cada geração teve suas próprias preferências. O Censo Demográfico do…

Maria e José dominaram os registros de nascimento no Brasil por décadas seguidas, mas cada geração teve suas próprias preferências. O Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostra, década a década, quais nomes mais apareceram nos cartórios desde 1930.
A lista ajuda a explicar por que certas gerações convivem com tantas pessoas de mesmo nome entre parentes e colegas de trabalho. Nos anos 1930, por exemplo, Maria teve 749.053 registros, enquanto José chegou a 311.202. Os dois nomes mantiveram esse domínio por praticamente todo o século 20.
Os nomes que abriram o século
Na década de 1930, a tradição religiosa comandava a preferência das famílias brasileiras. Entre os homens, depois de José, apareciam Antônio (153.459 registros), João (141.772) e Francisco (78.300). Entre as mulheres, depois de Maria, vinham Ana (56.160) e Francisca (50.099).
Nos anos 1940, esse padrão se intensificou. Maria saltou para 1.487.042 registros e José alcançou 648.754. Manoel (95.014 registros) e Sebastião (84.668) também reforçavam a presença de nomes bíblicos e portugueses naquele período.
1930
- Maria: 749.053 pessoas
- José: 311.202 pessoas
- Antônio: 153.459 pessoas
- João: 141.772 pessoas
- Francisco: 78.300 pessoas
- Manoel: 60.061 pessoas
- Ana: 56.160 pessoas
- Francisca: 50.099 pessoas
- Pedro: 49.143 pessoas
- Sebastião: 45.035 pessoas
- Terezinha: 44.876 pessoas
- Antônia: 42.629 pessoas
- Raimundo: 41.825 pessoas
- Josefa: 37.220 pessoas
- Raimunda: 31.166 pessoas
- Luiz: 31.114 pessoas
- Tereza: 30.545 pessoas
- Geraldo: 29.624 pessoas
- Joaquim: 27.493 pessoas
- Manuel: 26.309 pessoas
- Maria: 1.487.042 pessoas
- José: 648.754 pessoas
- Antônio: 314.375 pessoas
- João: 256.001 pessoas
- Francisco: 160.721 pessoas
- Ana: 101.259 pessoas
- Manoel: 95.014 pessoas
- Francisca: 91.799 pessoas
- Pedro: 86.926 pessoas
- Sebastião: 84.668 pessoas
- Raimundo: 80.134 pessoas
- Luiz: 74.213 pessoas
- Antônia: 72.229 pessoas
- Terezinha: 65.194 pessoas
- Josefa: 61.101 pessoas
- Paulo: 60.073 pessoas
- Geraldo: 56.005 pessoas
- Carlos: 53.410 pessoas
- Raimunda: 50.089 pessoas
- Luis: 48.056 pessoas

A virada dos anos 50 e 60
A década de 1950 trouxe volumes ainda maiores: Maria chegou a 2.476.482 registros e José, a 1.082.782. Na mesma década, nomes como Paulo (163.158 registros) e Carlos (154.038) começaram a ganhar espaço, indicando que os pais já olhavam além do repertório católico mais tradicional.
Já nos anos 1960, embora Maria (2.495.491 registros) e José (1.242.231) continuassem na liderança com folga, o ranking passou a incluir Marcos (137.775 registros) e Márcia (134.918). O ranking indicava que uma nova geração de pais buscava opções diferentes das escolhidas por seus próprios pais.
1950
- Maria: 2.476.482 pessoas
- José: 1.082.782 pessoas
- Antônio: 490.645 pessoas
- João: 396.438 pessoas
- Francisco: 263.616 pessoas
- Ana: 183.941 pessoas
- Paulo: 163.158 pessoas
- Luiz: 162.493 pessoas
- Carlos: 154.038 pessoas
- Pedro: 126.205 pessoas
- Raimundo: 116.544 pessoas
- Manoel: 116.085 pessoas
- Francisca: 114.117 pessoas
- Luis: 113.470 pessoas
- Sebastião: 112.708 pessoas
- Vera: 112.453 pessoas
- Jorge: 99.457 pessoas
- Sônia: 92.602 pessoas
- Antônia: 92.052 pessoas
- Terezinha: 84.879 pessoas
- Maria: 2.495.491 pessoas
- José: 1.242.231 pessoas
- Antônio: 531.596 pessoas
- João: 429.148 pessoas
- Francisco: 331.643 pessoas
- Ana: 292.835 pessoas
- Carlos: 267.228 pessoas
- Paulo: 264.587 pessoas
- Luiz: 198.312 pessoas
- Luis: 162.943 pessoas
- Marcos: 137.775 pessoas
- Raimundo: 135.106 pessoas
- Márcia: 134.918 pessoas
- Pedro: 132.795 pessoas
- Francisca: 130.467 pessoas
- Sandra: 128.709 pessoas
- Vera: 126.329 pessoas
- Sônia: 125.236 pessoas
- Jorge: 113.041 pessoas
- Manoel: 112.892 pessoas
Renovação nos anos 70
A década de 1970 marcou uma ruptura mais clara com o passado. Maria (1.616.019 pessoas) e José (942.212 pessoas) continuavam no topo, mas nomes como Adriana (247.099 pessoas), Marcelo (224.990 pessoas) e Márcio (180.626 pessoas) apareceram com força entre os mais registrados.
Nesse período, cresceram os nomes femininos terminados em “a”. Sandra (177.796 registros), Luciana (174.777) e Cláudia (154.258) também entraram na lista. O movimento acompanhava mudanças sociais que já se refletiam na maneira como as famílias batizavam seus filhos.
1970
- Maria: 1.616.019 pessoas
- José: 942.212 pessoas
- Ana: 421.531 pessoas
- Antônio: 421.292 pessoas
- Francisco: 298.780 pessoas
- João: 279.975 pessoas
- Paulo: 274.744 pessoas
- Carlos: 258.333 pessoas
- Marcos: 256.225 pessoas
- Adriana: 247.099 pessoas
- Marcelo: 224.990 pessoas
- Márcia: 204.595 pessoas
- Márcio: 180.626 pessoas
- Sandra: 177.796 pessoas
- Luciana: 174.777 pessoas
- Cláudia: 154.258 pessoas
- Patrícia: 152.381 pessoas
- Luiz: 146.253 pessoas
- Alexandre: 145.708 pessoas
- Simone: 142.900 pessoas

O caminho até os nomes de hoje
A partir dos anos 1980, o repertório se diversificou de forma ainda mais evidente. Miguel figurou entre os preferidos nos períodos recentes, refletindo escolhas por nomes de pronúncia simples e significados considerados positivos.
Entre as meninas, Helena assumiu a ponta em 2025, algo que não ocorria desde 2016. A trajetória de Enzo, Valentina, Miguel, Ravi e Helena mostra como a distância entre gerações aparece nos registros de cartório e como cada época carrega sua própria identidade sonora.
Comparar os nomes mais comuns de cada década com os favoritos de hoje também é um exercício de memória afetiva. Quem descobre que nasceu no auge de Maria, José ou Adriana entende melhor por que há tantos homônimos entre parentes e colegas de escola.
1980
- Maria: 917.968 pessoas
- José: 661.123 pessoas
- Ana: 529.266 pessoas
- Antônio: 299.788 pessoas
- Francisco: 285.827 pessoas
- João: 273.960 pessoas
- Carlos: 270.843 pessoas
- Rafael: 262.250 pessoas
- Paulo: 259.594 pessoas
- Rodrigo: 250.186 pessoas
- Marcos: 241.551 pessoas
- Fábio: 236.374 pessoas
- Juliana: 229.182 pessoas
- Leandro: 224.389 pessoas
- Marcelo: 207.902 pessoas
- Patrícia: 207.672 pessoas
- Tiago: 202.332 pessoas
- Adriana: 195.003 pessoas
- Aline: 192.912 pessoas
- André: 191.597 pessoas
1990
- Maria: 544.296 pessoas
- Ana: 536.302 pessoas
- Lucas: 517.436 pessoas
- José: 431.536 pessoas
- João: 352.552 pessoas
- Jéssica: 346.278 pessoas
- Rafael: 314.959 pessoas
- Bruno: 291.524 pessoas
- Gabriel: 271.405 pessoas
- Felipe: 263.480 pessoas
- Bruna: 243.948 pessoas
- Marcos: 219.198 pessoas
- Mateus: 218.839 pessoas
- Aline: 211.777 pessoas
- Paulo: 211.265 pessoas
- Leonardo: 210.481 pessoas
- Amanda: 209.251 pessoas
- Camila: 205.816 pessoas
- Carlos: 198.370 pessoas
- Francisco: 195.901 pessoas
2000
- Maria: 1.111.301 pessoas
- Ana: 935.169 pessoas
- João: 794.118 pessoas
- Gabriel: 584.024 pessoas
- Lucas: 505.306 pessoas
- Pedro: 443.275 pessoas
- Mateus: 330.315 pessoas
- José: 316.568 pessoas
- Gustavo: 305.050 pessoas
- Vitória: 284.471 pessoas
- Guilherme: 279.111 pessoas
- Carlos: 266.690 pessoas
- Julia: 265.758 pessoas
- Vitor: 244.503 pessoas
- Felipe: 227.960 pessoas
- Letícia: 209.359 pessoas
- Marcos: 201.182 pessoas
- Rafael: 195.970 pessoas
- Luiz: 194.790 pessoas
- Daniel: 194.553 pessoas









