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Nasceu nos anos 60, 70, 80 ou 90? Lista revela os nomes que mais fizeram sucesso entre os bebês de cada década

Maria e José dominaram os registros de nascimento no Brasil por décadas seguidas, mas cada geração teve suas próprias preferências. O Censo Demográfico do…


Por Bernardo Teixeira

26/09/2026 às 17h06

Nasceu nos anos 60, 70, 80 ou 90? Lista revela os nomes que mais fizeram sucesso entre os bebês de cada década
Foto: Kindel Media/Pexels

Maria e José dominaram os registros de nascimento no Brasil por décadas seguidas, mas cada geração teve suas próprias preferências. O Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostra, década a década, quais nomes mais apareceram nos cartórios desde 1930.

A lista ajuda a explicar por que certas gerações convivem com tantas pessoas de mesmo nome entre parentes e colegas de trabalho. Nos anos 1930, por exemplo, Maria teve 749.053 registros, enquanto José chegou a 311.202. Os dois nomes mantiveram esse domínio por praticamente todo o século 20.

Os nomes que abriram o século

Na década de 1930, a tradição religiosa comandava a preferência das famílias brasileiras. Entre os homens, depois de José, apareciam Antônio (153.459 registros), João (141.772) e Francisco (78.300). Entre as mulheres, depois de Maria, vinham Ana (56.160) e Francisca (50.099).

Nos anos 1940, esse padrão se intensificou. Maria saltou para 1.487.042 registros e José alcançou 648.754. Manoel (95.014 registros) e Sebastião (84.668) também reforçavam a presença de nomes bíblicos e portugueses naquele período.

1930

  1. Maria: 749.053 pessoas
  2. José: 311.202 pessoas
  3. Antônio: 153.459 pessoas
  4. João: 141.772 pessoas
  5. Francisco: 78.300 pessoas
  6. Manoel: 60.061 pessoas
  7. Ana: 56.160 pessoas
  8. Francisca: 50.099 pessoas
  9. Pedro: 49.143 pessoas
  10. Sebastião: 45.035 pessoas
  11. Terezinha: 44.876 pessoas
  12. Antônia: 42.629 pessoas
  13. Raimundo: 41.825 pessoas
  14. Josefa: 37.220 pessoas
  15. Raimunda: 31.166 pessoas
  16. Luiz: 31.114 pessoas
  17. Tereza: 30.545 pessoas
  18. Geraldo: 29.624 pessoas
  19. Joaquim: 27.493 pessoas
  20. Manuel: 26.309 pessoas


1940
  1. Maria: 1.487.042 pessoas
  2. José: 648.754 pessoas
  3. Antônio: 314.375 pessoas
  4. João: 256.001 pessoas
  5. Francisco: 160.721 pessoas
  6. Ana: 101.259 pessoas
  7. Manoel: 95.014 pessoas
  8. Francisca: 91.799 pessoas
  9. Pedro: 86.926 pessoas
  10. Sebastião: 84.668 pessoas
  11. Raimundo: 80.134 pessoas
  12. Luiz: 74.213 pessoas
  13. Antônia: 72.229 pessoas
  14. Terezinha: 65.194 pessoas
  15. Josefa: 61.101 pessoas
  16. Paulo: 60.073 pessoas
  17. Geraldo: 56.005 pessoas
  18. Carlos: 53.410 pessoas
  19. Raimunda: 50.089 pessoas
  20. Luis: 48.056 pessoas

Menino pequeno bebendo leite ao lado de sua irmãzinha dormindo em um ambiente aconchegante.
Foto: Jonathan Borba/Pexels

A virada dos anos 50 e 60

A década de 1950 trouxe volumes ainda maiores: Maria chegou a 2.476.482 registros e José, a 1.082.782. Na mesma década, nomes como Paulo (163.158 registros) e Carlos (154.038) começaram a ganhar espaço, indicando que os pais já olhavam além do repertório católico mais tradicional.

Já nos anos 1960, embora Maria (2.495.491 registros) e José (1.242.231) continuassem na liderança com folga, o ranking passou a incluir Marcos (137.775 registros) e Márcia (134.918). O ranking indicava que uma nova geração de pais buscava opções diferentes das escolhidas por seus próprios pais.

1950

  1. Maria: 2.476.482 pessoas
  2. José: 1.082.782 pessoas
  3. Antônio: 490.645 pessoas
  4. João: 396.438 pessoas
  5. Francisco: 263.616 pessoas
  6. Ana: 183.941 pessoas
  7. Paulo: 163.158 pessoas
  8. Luiz: 162.493 pessoas
  9. Carlos: 154.038 pessoas
  10. Pedro: 126.205 pessoas
  11. Raimundo: 116.544 pessoas
  12. Manoel: 116.085 pessoas
  13. Francisca: 114.117 pessoas
  14. Luis: 113.470 pessoas
  15. Sebastião: 112.708 pessoas
  16. Vera: 112.453 pessoas
  17. Jorge: 99.457 pessoas
  18. Sônia: 92.602 pessoas
  19. Antônia: 92.052 pessoas
  20. Terezinha: 84.879 pessoas


1960
  1. Maria: 2.495.491 pessoas
  2. José: 1.242.231 pessoas
  3. Antônio: 531.596 pessoas
  4. João: 429.148 pessoas
  5. Francisco: 331.643 pessoas
  6. Ana: 292.835 pessoas
  7. Carlos: 267.228 pessoas
  8. Paulo: 264.587 pessoas
  9. Luiz: 198.312 pessoas
  10. Luis: 162.943 pessoas
  11. Marcos: 137.775 pessoas
  12. Raimundo: 135.106 pessoas
  13. Márcia: 134.918 pessoas
  14. Pedro: 132.795 pessoas
  15. Francisca: 130.467 pessoas
  16. Sandra: 128.709 pessoas
  17. Vera: 126.329 pessoas
  18. Sônia: 125.236 pessoas
  19. Jorge: 113.041 pessoas
  20. Manoel: 112.892 pessoas

Renovação nos anos 70

A década de 1970 marcou uma ruptura mais clara com o passado. Maria (1.616.019 pessoas) e José (942.212 pessoas) continuavam no topo, mas nomes como Adriana (247.099 pessoas), Marcelo (224.990 pessoas) e Márcio (180.626 pessoas) apareceram com força entre os mais registrados.

Nesse período, cresceram os nomes femininos terminados em “a”. Sandra (177.796 registros), Luciana (174.777) e Cláudia (154.258) também entraram na lista. O movimento acompanhava mudanças sociais que já se refletiam na maneira como as famílias batizavam seus filhos.

1970

  1. Maria: 1.616.019 pessoas
  2. José: 942.212 pessoas
  3. Ana: 421.531 pessoas
  4. Antônio: 421.292 pessoas
  5. Francisco: 298.780 pessoas
  6. João: 279.975 pessoas
  7. Paulo: 274.744 pessoas
  8. Carlos: 258.333 pessoas
  9. Marcos: 256.225 pessoas
  10. Adriana: 247.099 pessoas
  11. Marcelo: 224.990 pessoas
  12. Márcia: 204.595 pessoas
  13. Márcio: 180.626 pessoas
  14. Sandra: 177.796 pessoas
  15. Luciana: 174.777 pessoas
  16. Cláudia: 154.258 pessoas
  17. Patrícia: 152.381 pessoas
  18. Luiz: 146.253 pessoas
  19. Alexandre: 145.708 pessoas
  20. Simone: 142.900 pessoas


Dois bebês estão em pé dentro de casa olhando pela janela em uma fotografia em preto e branco.
Foto: Natalia Olivera/Pexels

O caminho até os nomes de hoje

A partir dos anos 1980, o repertório se diversificou de forma ainda mais evidente. Miguel figurou entre os preferidos nos períodos recentes, refletindo escolhas por nomes de pronúncia simples e significados considerados positivos.

Entre as meninas, Helena assumiu a ponta em 2025, algo que não ocorria desde 2016. A trajetória de Enzo, Valentina, Miguel, Ravi e Helena mostra como a distância entre gerações aparece nos registros de cartório e como cada época carrega sua própria identidade sonora.

Comparar os nomes mais comuns de cada década com os favoritos de hoje também é um exercício de memória afetiva. Quem descobre que nasceu no auge de Maria, José ou Adriana entende melhor por que há tantos homônimos entre parentes e colegas de escola.

1980

  1. Maria: 917.968 pessoas
  2. José: 661.123 pessoas
  3. Ana: 529.266 pessoas
  4. Antônio: 299.788 pessoas
  5. Francisco: 285.827 pessoas
  6. João: 273.960 pessoas
  7. Carlos: 270.843 pessoas
  8. Rafael: 262.250 pessoas
  9. Paulo: 259.594 pessoas
  10. Rodrigo: 250.186 pessoas
  11. Marcos: 241.551 pessoas
  12. Fábio: 236.374 pessoas
  13. Juliana: 229.182 pessoas
  14. Leandro: 224.389 pessoas
  15. Marcelo: 207.902 pessoas
  16. Patrícia: 207.672 pessoas
  17. Tiago: 202.332 pessoas
  18. Adriana: 195.003 pessoas
  19. Aline: 192.912 pessoas
  20. André: 191.597 pessoas

1990

  1. Maria: 544.296 pessoas
  2. Ana: 536.302 pessoas
  3. Lucas: 517.436 pessoas
  4. José: 431.536 pessoas
  5. João: 352.552 pessoas
  6. Jéssica: 346.278 pessoas
  7. Rafael: 314.959 pessoas
  8. Bruno: 291.524 pessoas
  9. Gabriel: 271.405 pessoas
  10. Felipe: 263.480 pessoas
  11. Bruna: 243.948 pessoas
  12. Marcos: 219.198 pessoas
  13. Mateus: 218.839 pessoas
  14. Aline: 211.777 pessoas
  15. Paulo: 211.265 pessoas
  16. Leonardo: 210.481 pessoas
  17. Amanda: 209.251 pessoas
  18. Camila: 205.816 pessoas
  19. Carlos: 198.370 pessoas
  20. Francisco: 195.901 pessoas

2000

  1. Maria: 1.111.301 pessoas
  2. Ana: 935.169 pessoas
  3. João: 794.118 pessoas
  4. Gabriel: 584.024 pessoas
  5. Lucas: 505.306 pessoas
  6. Pedro: 443.275 pessoas
  7. Mateus: 330.315 pessoas
  8. José: 316.568 pessoas
  9. Gustavo: 305.050 pessoas
  10. Vitória: 284.471 pessoas
  11. Guilherme: 279.111 pessoas
  12. Carlos: 266.690 pessoas
  13. Julia: 265.758 pessoas
  14. Vitor: 244.503 pessoas
  15. Felipe: 227.960 pessoas
  16. Letícia: 209.359 pessoas
  17. Marcos: 201.182 pessoas
  18. Rafael: 195.970 pessoas
  19. Luiz: 194.790 pessoas
  20. Daniel: 194.553 pessoas