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Depois de conquistar a Copa do Mundo e fazer carreira no Real Madrid, craque brasileiro revela que perdeu 99% de tudo o que ganhou no futebol após problemas com empresários e familiares

Roberto Carlos, um dos maiores laterais da história do futebol, afirma hoje ter ficado praticamente sem recursos após encerrar a carreira nos gramados.…


Por Bernardo Teixeira

25/09/2026 às 18h31

Depois de conquistar a Copa do Mundo e fazer carreira no Real Madrid, craque brasileiro revela que perdeu 99% de tudo o que ganhou no futebol após problemas com empresários e familiares
Divulgação/CBF

Roberto Carlos, um dos maiores laterais da história do futebol, afirma hoje ter ficado praticamente sem recursos após encerrar a carreira nos gramados. Durante sua participação no Portugal Football Summit, o ex-jogador afirmou ter restado apenas uma pequena parcela de todo o dinheiro conquistado ao longo da carreira.

Ele atribuiu boa parte do prejuízo à má gestão feita por empresários e familiares próximos, que teriam comprometido os ganhos obtidos em uma trajetória vencedora, na qual o título mundial de 2002 é um dos pontos altos. As declarações foram feitas em um painel sobre planejamento para o período pós-carreira, discussão que contou com a presença de outros ex-jogadores brasileiros no evento realizado em Portugal.

“Tudo o que sofri enquanto joguei deixou minha conta praticamente zerada. Perdi 99% do que ganhei e, depois, consegui reestruturar minha vida. O que fizeram comigo é o que eu quero fazer com os outros”, afirmou Roberto Carlos.

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Roberot Carlos/@oficialrc3

Um alerta construído a partir de erros próprios

Administrar mal quem cuida do dinheiro foi, segundo Roberto Carlos, a origem de boa parte de seus problemas. Ele relacionou as perdas a decisões tomadas por pessoas de confiança, tanto no círculo profissional quanto familiar, e afirmou que reconstruiu a vida financeira depois desse período.

Repetir os próprios erros é justamente o que o ex-lateral disse não desejar para a nova geração de jogadores. Orientação especializada, na visão dele, teria evitado boa parte das dificuldades que enfrentou fora dos gramados.

“Eu tive problemas com empresários e com a família. Perdi toda a minha história. Não cometam os mesmos erros que eu cometi. Se eu tivesse tido esse acompanhamento, não teria passado por nenhum desses problemas”, destacou.

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Reprodução/@oficialrc3 via Instagram

Outro nome da seleção com histórico parecido

Um problema semelhante marcou a trajetória de Júlio César, ex-goleiro que também esteve no Portugal Football Summit. O ex-jogador, que defendeu a Inter de Milão entre outros clubes, relatou ter sido enganado por um ex-empresário em 2012, episódio que atribuiu à falta de conhecimento sobre gestão financeira na época.

Cursos e o aperfeiçoamento do inglês foram formas encontradas por ele para se preparar para a vida após pendurar as luvas. Na avaliação do ex-goleiro, o acompanhamento de um atleta precisa envolver mais do que apenas o aspecto esportivo.

“Quando já estava perto de pendurar as luvas, fiz cursos e aperfeiçoei meu inglês. Também tive um problema com um ex-empresário, que me enganou em 2012, por confiança e falta de conhecimento. Por isso, é necessário esse acompanhamento completo.

É preciso ter educação financeira e emocional para administrar o dinheiro conquistado no auge da carreira, período em que surgem oportunidades de fechar bons contratos e ganhar bastante. E estamos falando de uma minoria, daqueles que podem viver com o dinheiro que ganharam durante a carreira, sem precisar trabalhar”, disse o ex-goleiro.

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Nina Quintana/Metrópoles

Vida financeira após a reconstrução

Hoje, calcula-se que o patrimônio de Roberto Carlos varie entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão, valor construído ao longo dos anos com o que recebeu como jogador, contratos publicitários, aplicações financeiras e os cargos de embaixador da Fifa e diretor de relações institucionais do Real Madrid.

Uma nova frente de negócios também integra sua trajetória recente: o ex-lateral faz parte do grupo que comprou 80% da SAF da Inter de Limeira. Fazem parte dessa mesma sociedade o ex-atacante Ronaldo e Abdullah bin Saad bin Abdulaziz Al Saud, príncipe saudita. O episódio relatado em Portugal reforça como a recuperação financeira aconteceu paralelamente à entrada em novos projetos dentro e fora do futebol.