Viagem que parecia impossível levou brasileiro a cruzar o mundo sozinho em um avião pequeno: foram 182 dias, 33 países, cinco continentes e quase 300 horas de voo
A jornada passou por cinco continentes, da Groenlândia ao Oriente Médio e à Sibéria.

O piloto Alex Frota pousou no Ceará em 12 de setembro de 2026, encerrando uma volta ao mundo de 182 dias. Ele decolou em 15 de março e viajou sozinho em um avião monomotor experimental. O pouso foi no Catuleve, em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza.
A jornada passou por cinco continentes, da Groenlândia ao Oriente Médio e à Sibéria, e teve condições meteorológicas extremas, problemas mecânicos e entraves burocráticos.
Conhecido como Alex Bacana, ele é idealizador do Frotas Pelo Mundo. Administrador formado pela Universidade de Fortaleza, com MBA pelo IBMEC, Alex é apaixonado por aviação desde a infância. Aos 44 anos, tirou o brevê e fez um voo de teste entre Fortaleza e os Estados Unidos.
Segundo ele, naquele voo, todos já achavam uma loucura. Conforme disse, quando saiu para a volta ao mundo, a primeira etapa até os Estados Unidos já não parecia mais um desafio. Para ele, a perspectiva muda conforme as barreiras vão sendo vencidas.
Percurso de 77 mil quilômetros
O percurso somou 77 mil quilômetros, 297 horas de voo e pousos em 33 países. Alex enfrentou chuva intensa na Amazônia, temperaturas de -22°C na Groenlândia e acima de 50°C no Oriente Médio. Na Ásia, a viagem coincidiu com monções e tufões. A travessia da Sibéria teve longas extensões desabitadas.
A burocracia foi um dos fatores mais difíceis. Nas Filipinas, ficou mais de uma semana tentando viabilizar uma escala para seguir à Rússia. Após negociações e apoio diplomático, a Coreia do Sul entrou no roteiro. No México, outro impasse mudou o planejamento.
A ideia era seguir pela América Central e entrar no Brasil pelo Sul, mas ele ficou quatro dias sem autorização. A saída foi retornar aos Estados Unidos e redesenhar a etapa final. Com isso, a América do Sul ficou fora do roteiro.









