Ouça agora

Jogador do Atlético-MG, Gustavo Scarpa tenta recuperar R$ 6,3 milhões desde 2022, mas um dos envolvidos ainda não foi localizado pessoalmente pela Justiça


Por Juliano Machado

26/09/2026 às 19h05

Jogador do Atlético-MG, Gustavo Scarpa tenta recuperar R$ 6,3 milhões desde 2022, mas um dos envolvidos ainda não foi localizado pessoalmente pela Justiça
Foto: Pedro Souza / Atlético

Uma disputa judicial iniciada após um investimento milionário continua sem solução mais de três anos depois. O processo ganhou um novo capítulo recentemente porque um dos empresários envolvidos na ação ainda não foi localizado pessoalmente pela Justiça. Enquanto isso, o atleta que afirma ter sofrido o prejuízo segue buscando recuperar o dinheiro aplicado em 2022.

Scarpa tenta recuperar R$ 6,3 milhões

Gustavo Scarpa, atualmente no Atlético-MG, tenta recuperar R$ 6,3 milhões investidos na Xland, empresa que operava com criptomoedas. O investimento foi realizado em 2022 após recomendação da WLJC Consultoria e Gestão Empresarial, empresa que tinha Willian Bigode entre seus sócios.

Criptomoedas: Justiça vê Willian Bigode tentando 'tumultuar processo' de  Scarpa e diz que não aceitará mais recursos - ESPN
Scarpa e Bigode atuaram juntos no Palmeiras

Um dos sócios da Xland, Gabriel de Souza Nascimento, ainda não foi localizado pessoalmente. Após tentativas em diferentes endereços no Acre e no Amazonas, ele acabou sendo citado por edital. A Defensoria Pública nomeou uma advogada para atuar como Curadora Especial e apresentar sua defesa no processo.

Defesa questiona citação feita pela Justiça

A defesa de Gabriel pediu a anulação da citação por edital, alegando que nem todas as ferramentas disponíveis teriam sido utilizadas para tentar encontrá-lo. Também apresentou contestação por negativa geral, impugnando os fatos apresentados por Scarpa e solicitando a improcedência da ação. O processo agora aguarda uma nova decisão judicial.

Outra frente da disputa envolve Camila Moreira de Biasi Fava, sócia de Willian na WLJC. Sua defesa sustenta que ela mantinha uma relação pessoal e profissional com Scarpa, mas que a empresa de consultoria não participou dos contratos firmados entre o jogador e a Xland. Os advogados também afirmam que os integrantes da WLJC teriam sofrido prejuízos com investimentos realizados na mesma empresa.

O caso permanece em andamento e ainda não existe uma decisão definitiva sobre a responsabilidade dos envolvidos ou sobre a recuperação dos R$ 6,3 milhões por Scarpa. A defesa de Camila também busca a retirada de bloqueios judiciais realizados em suas contas, enquanto o processo segue sendo analisado.