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Santos descobre dívida de R$ 15 milhões que terá de ser paga à vista e recebe nova dor de cabeça


Por Juliano Machado

22/09/2026 às 17h28

Santos descobre dívida de R$ 15 milhões que terá de ser paga à vista e recebe nova dor de cabeça
Foto: Divulgação/ Santos FC

Um problema financeiro que começou com uma demissão em 2025 voltou a preocupar a diretoria de um clube brasileiro. Depois de tentar modificar as condições de pagamento de uma indenização contratual, a equipe sofreu uma nova derrota na Justiça esportiva. Agora, terá poucas semanas para resolver a pendência e evitar uma punição que pode comprometer o planejamento da próxima temporada.

Santos terá que pagar R$ 15 milhões a Pedro Caixinha

O Santos teve mantida pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) a condenação que determina o pagamento de aproximadamente R$ 15 milhões ao ex-técnico Pedro Caixinha. A decisão confirmou o entendimento anterior da Fifa e encerrou mais uma etapa da disputa entre o clube e o treinador, demitido em 2025.

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A indenização prevista originalmente no contrato era de R$ 10 milhões, com pagamento à vista em caso de demissão. O Santos tentou negociar o parcelamento, mas Caixinha não aceitou a proposta. A divergência levou o caso à Fifa e, posteriormente, à CAS. Com a inclusão dos juros, o montante cobrado chegou aos atuais R$ 15 milhões.

Clube corre risco de ficar impedido de registrar reforços

O Santos tem entre 40 e 45 dias para quitar a dívida ou chegar a um novo acordo com o treinador. Caso não resolva a situação dentro do prazo, o clube poderá sofrer um transfer ban, punição que impede o registro de novos jogadores enquanto a pendência não for regularizada.

O risco preocupa a diretoria porque o problema pode atingir o planejamento para 2027. Sem autorização para registrar atletas, o Santos teria dificuldades para incorporar reforços ao elenco no início da próxima temporada, mesmo que conseguisse acertar novas contratações.

A situação também coincide com o ano eleitoral do clube, que terá eleições no fim de 2026. Dependendo do andamento do caso, a próxima gestão poderá assumir com a dívida ainda pendente ou com restrições para registrar jogadores. A punição, porém, não é automática neste momento: o Santos ainda dispõe do prazo informado para pagar o valor ou negociar uma solução com Caixinha.