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Operadora de caixa pede para ir ao banheiro, espera quase 50 minutos sem autorização e acaba urinando diante de colegas e clientes; supermercado é condenado


Por Matheus Chaves

22/09/2026 às 19h41

Operadora de caixa pede para ir ao banheiro, espera quase 50 minutos sem autorização e acaba urinando diante de colegas e clientes; supermercado é condenado
Foto ilustrativa: Shox Art/Pexels

A pessoa que é submetida a humilhação e constrangimento no trabalho, sem que a empresa tome qualquer atitude para que isso seja cessado, pode entrar na Justiça e, conforme julgamento, se favorável a ela, receber uma indenização. Foi exatamente o que aconteceu com uma operadora de caixa de um supermercado.

Conforme publicado pelo Tribunal Regional do Trabalho, no caso levado à Justiça, a profissional trabalhava em um supermercado no qual os funcionários que atuavam no caixa deviam pedir autorização para ir ao banheiro. Diante disso, em um certo dia, a trabalhadora fez a solicitação, mas esperou quase 50 minutos e, mesmo assim, ficou sem resposta e sem poder realizar as suas necessidades.

O que aconteceu? Ela, naturalmente, não conseguiu mais segurar e acabou urinando na própria roupa na frente de colegas de trabalho e também dos clientes. Segundo as provas anexadas ao processo, além da fala de uma testemunha, o juiz convocado da Segunda Turma, Agenor Martins Pereira, manteve uma condenação na qual obriga o estabelecimento a indenizar a mulher em R$ 10 mil.

Restrição ao banheiro foi considerada excessiva

O ponto considerado relevante foi a exigência de autorização para que a trabalhadora pudesse deixar o posto e utilizar o banheiro.

A necessidade de controlar o funcionamento dos caixas não foi suficiente para justificar uma espera prolongada diante de uma necessidade fisiológica. Para a Justiça, a situação ultrapassou os limites de uma medida destinada à organização do trabalho.

A demora também teve consequência concreta para a funcionária. Sem conseguir deixar o caixa para utilizar o banheiro, ela acabou passando por uma situação de exposição diante de outras pessoas.

Testemunha confirmou a situação

Além dos documentos apresentados no processo, o relato de uma testemunha teve importância para a análise do caso.

A prova testemunhal ajudou a demonstrar como funcionava o procedimento adotado no estabelecimento e o que ocorreu no episódio envolvendo a operadora de caixa.

A condenação estabeleceu o pagamento de R$ 10 mil por danos morais à funcionária. A indenização está relacionada ao constrangimento decorrente da situação vivenciada dentro do ambiente profissional. A decisão considerou que a trabalhadora foi exposta diante de colegas e consumidores após não conseguir utilizar o banheiro no momento em que precisava.