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Árvore brasileira frutífera foi levada para alimentar uma ilha em 1825 no Havaí; 200 anos depois, insetos e drones tentam conter a floresta que ela criou

Árvore está causando um impacto significativo na biodiversidade do Havaí. Para combater ameaça, cientistas implementaram uma estratégia de biocontrole.


Por Clyverton Silva

21/09/2026 às 14h35

Árvore brasileira frutífera foi levada para alimentar uma ilha em 1825 no Havaí; 200 anos depois, insetos e drones tentam conter a floresta que ela criou
Araçá vermelho (Foto ilustrativa: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

A árvore conhecida como araçá vermelho está causando um impacto significativo na biodiversidade do Havaí. Em 1825, autoridades japonesas, buscando diversificar a alimentação no arquipélago, levaram a espécie do Brasil. No entanto, a ausência de predadores naturais permitiu que essa árvore se espalhasse rapidamente pelas ilhas, ameaçando a vegetação nativa e desafiando o equilíbrio ecológico local.

Para combater essa ameaça, cientistas implementaram uma estratégia de biocontrole em 2012, utilizando o inseto brasileiro Tectococcus ovatus. Este inseto ataca a árvore, comprometendo suas folhas e promovendo a formação de galhas, o que enfraquece efetivamente o araçá vermelho. Com essa abordagem, a meta era conter a invasão sem prejudicar outras espécies vegetais.

Recentemente, a modernização do processo contou com a introdução de tecnologia de drones para distribuir os insetos nas áreas afetadas. Isso permitiu otimizar a eficácia do biocontrole.

Futuro promissor para o ecossistema

Estas iniciativas, que aliam biocontrole e tecnologia, estão começando a reduzir o impacto do araçá vermelho no Havaí. O ano de 2026 marca o acompanhamento próximo dos resultados, e a expectativa é que as ações em curso restaurem o equilíbrio ecológico, aliviando a pressão sobre as plantas nativas. A vigilância contínua e a persistência em inovações são vistas como cruciais para reverter os impactos dessa espécie invasora ao longo do tempo.

O araçá vermelho é uma espécie nativa do Brasil, com ocorrência natural principalmente no bioma da Mata Atlântica. Pertence à família das mirtáceas (Myrtaceae), sendo parente próxima da goiaba e da pitanga.