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Robinho cria rotina na prisão, trabalha, estuda e lê livros e depois de 288 horas consegue reduzir pena em quase 3 meses


Por Juliano Machado

17/09/2026 às 14h02

Robinho cria rotina na prisão, trabalha, estuda e lê livros e depois de 288 horas consegue reduzir pena em quase 3 meses
Foto: Reprodução

Uma rotina de trabalho, estudos e leitura dentro do sistema prisional resultou em uma nova redução de pena para um ex-jogador da Seleção Brasileira. A Justiça reconheceu parte das atividades realizadas pelo condenado e autorizou o abatimento de mais de dois meses de sua sentença.

Robinho, condenado a nove anos de prisão por estupro na Itália, teve 72 dias de sua pena reduzidos. A decisão foi proferida na última sexta-feira (11), após a análise de um novo pedido de remição apresentado à Justiça.

Atualmente, o ex-atacante está preso no Centro de Ressocialização de Limeira, no interior de São Paulo. A redução foi concedida com base em atividades de trabalho, educação, qualificação profissional e leitura realizadas durante o cumprimento da pena.

Robinho consegue redução de 72 dias após trabalho e estudos

A maior parte do benefício veio das atividades educacionais. Foram reconhecidos 49 dias de remição, calculados a partir de 288 horas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e outras 305 horas de cursos presenciais do Senai.

O trabalho realizado dentro da unidade prisional garantiu mais 11 dias de redução. Pela Lei de Execução Penal, a cada três dias de trabalho reconhecido, o preso pode obter um dia de abatimento da pena.

A leitura também entrou no cálculo. Robinho conseguiu 12 dias de remição após ler e ter validadas três obras literárias: Tristão e Isolda, Capitães da Areia e A Invenção de Hugo Cabret.

Somadas, as atividades resultaram nos 72 dias reconhecidos pela Justiça. Portanto, a redução não foi concedida apenas pelas 288 horas de estudo, mas pelo conjunto de atividades comprovadas.

Justiça rejeita parte do pedido; redução anterior foi de 160 dias

Apesar de reconhecer o trabalho, os estudos presenciais e as leituras, o magistrado não aceitou integralmente a solicitação da defesa.

O pedido de remição baseado em certificados de cursos a distância do Instituto Universal Brasileiro foi negado. Segundo a decisão relatada, os documentos apresentados não estavam em conformidade com as exigências da Lei de Execução Penal.

Esta não é a primeira vez que Robinho consegue diminuir o tempo de cumprimento da sentença. Em janeiro de 2026, a Justiça já havia reconhecido outros 160 dias de remição, também relacionados a atividades realizadas na prisão.

Na ocasião, a defesa afirmou que o abatimento não representava um benefício excepcional, mas a aplicação das regras previstas na legislação brasileira.

Com a nova decisão, os dois pedidos mencionados somam 232 dias de pena remidos. Isso não significa que Robinho tenha sido libertado: ele continua cumprindo a condenação de nove anos, com os períodos reconhecidos pela Justiça descontados do tempo de pena.