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Esses 3 alimentos inseridos na mesma rotina reduzem peso, pressão, colesterol e glicose em adultos

Levantamento foi liderado pela Dra. Helda Tutunchi, da Universidade de Ciências Médicas de Tabriz, no Irã.


Por Clyverton Silva

19/09/2026 às 14h17

Esses 3 alimentos inseridos na mesma rotina reduzem peso, pressão, colesterol e glicose em adultos
Foto ilustrativa: Julia M Cameron/Pexels

Um estudo publicado no European Heart Journal aponta que o consumo diário de quatro a seis porções de grãos integrais ajuda a reduzir fatores de risco importantes para doenças do coração. O trabalho reúne os resultados de pesquisas já existentes sobre o tema, com dados de 87 ensaios clínicos que avaliaram os efeitos desses alimentos sobre o sistema cardiovascular.

Segundo a pesquisa, uma alimentação rica em grãos integrais tende a prevenir problemas cardíacos ao diminuir o peso corporal, a pressão arterial e os níveis de colesterol e glicose no sangue.

O levantamento foi liderado pela Dra. Helda Tutunchi, da Universidade de Ciências Médicas de Tabriz, no Irã. Ela explicou que, embora estudos populacionais já associassem maior ingestão de grãos integrais a uma melhor saúde do coração, os ensaios clínicos apresentavam resultados variados. Faltava, portanto, responder quanto seria necessário consumir para obter benefícios reais.

Alimentos analisados

A análise reuniu mais de 6.500 pessoas em ensaios realizados na Ásia, Europa, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Brasil. Os resultados mostraram redução de peso, circunferência da cintura e pressão arterial, além de queda nos níveis de colesterol total, colesterol LDL, triglicerídeos, glicose e interleucina-6, um marcador de inflamação.

Os efeitos apareceram com 30 a 40 gramas diárias de grãos integrais em peso seco, mas foram maiores entre 60 e 100 gramas por dia, o equivalente a quatro a seis porções, como uma tigela de aveia, um sanduíche de pão integral e uma porção de arroz integral.

Há alta certeza para melhorias em peso, circunferência da cintura e colesterol total. Por outro lado, a duração média dos ensaios foi de cerca de oito semanas, o que impede saber se os efeitos se mantêm no longo prazo. Poucos estudos testaram ingestões acima de 140 gramas por dia, deixando esse cenário incerto.

Em editorial que acompanha o estudo, a Dra. Cecilie Kyrø, do Instituto Dinamarquês de Câncer, em Copenhague, e colegas lembraram que, há mais de meio século, Sir Denis Burkitt e colaboradores associaram o refinamento de carboidratos básicos e a remoção da fibra de cereais a diversas doenças ocidentais.