Levita, Zoraide e Zulina: as 3 irmãs mais velhas do mundo são brasileiras e estão vivas em 2026

Você sabia que o Brasil tem três mulheres no Guinness World Records? São elas: Levita, Zoraide e Zulina, as 3 irmãs mais velhas do mundo e que estão vivas em 2026. Atualmente morando no Rio de Janeiro, elas somam mais de três séculos de vida.
Um ponto importante e que as colocou na mídia é que, segundo a CNN Brasil, a história das três também passou a interessar pesquisadores que investigam os fatores capazes de favorecer um envelhecimento saudável.
As três irmãs já passaram dos 100 anos
Levita é a mais velha das três e nasceu em 7 de junho de 1917. Em 2026, ela tem 109 anos. Zoraide nasceu em 24 de novembro de 1921 e chegou aos 104 anos, enquanto Zulina, nascida em 4 de março de 1923, tem 103 anos.
Juntas, elas alcançaram 316 anos de idade. O Guinness confirmou o recorde em junho de 2026, depois que os documentos foram analisados pela LongeviQuest, organização especializada na verificação de casos de longevidade extrema.
O reconhecimento, portanto, não significa que as três sejam individualmente as três pessoas mais velhas do planeta. O título corresponde à soma das idades de três irmãos que permanecem vivos, categoria na qual as brasileiras estabeleceram o recorde mundial.
Elas nasceram no interior de Sergipe
As irmãs são naturais de Cedro de São João, em Sergipe, e cresceram em uma família formada por oito irmãos. A infância ocorreu em uma propriedade rural, em um período no qual boa parte dos alimentos consumidos pela família era produzida no próprio local.
Entre as lembranças relatadas pelas irmãs estão os períodos em que nadavam, pescavam e participavam das tarefas relacionadas à vida no campo.
Mais tarde, as três seguiram caminhos diferentes, mas no Rio de Janeiro. A proximidade entre elas permaneceu ao longo das décadas e passou a fazer parte da rotina familiar.
Levita trabalhou com artesanato e televisão
Levita, a irmã mais velha, nunca se casou e não teve filhos. Desde jovem, manteve uma relação próxima com trabalhos manuais, especialmente atividades como crochê, tricô e costura.
O artesanato também fez parte de sua vida profissional. Posteriormente, ela trabalhou durante 12 anos na Rede Globo.
Sua trajetória é diferente da de Zoraide e Zulina, mas as três mantiveram uma relação próxima durante a vida adulta. Segundo o Guinness, a convivência e o apoio entre as irmãs foram elementos importantes na história da família.
Zoraide trabalhou como enfermeira e teve cinco filhos
Zoraide nasceu alguns anos depois de Levita e construiu uma carreira na área da saúde. Antes de se tornar enfermeira, ela chegou a atuar como professora primária.
Depois, concluiu a formação em enfermagem na Escola Anna Nery e trabalhou em hospitais do Rio de Janeiro até se aposentar.
Ela também constituiu uma família. Zoraide se casou em 1950 e teve cinco filhos. Com o passar dos anos, a família aumentou e hoje a história das três irmãs envolve diferentes gerações de descendentes.
Zulina dedicou parte da vida à família
A caçula das três irmãs é Zulina, que nasceu em 1923. Ela se casou em 1945 e teve seis filhos.
Durante boa parte da vida, ficou responsável pela casa enquanto o marido trabalhava na ferrovia. Assim como Levita, também manteve o interesse por atividades manuais, como costura e bordado.
Depois do fim do casamento, Zulina se mudou para o Rio de Janeiro, onde passou a ficar próxima das irmãs. Essa convivência se manteve ao longo dos anos e contribuiu para que as três permanecessem próximas mesmo depois de mais de um século de vida.
Longevidade das irmãs virou objeto de estudo científico
O recorde mundial acabou levando a história das três para dentro de um projeto científico. As irmãs passaram a participar de uma pesquisa conduzida pela Universidade de São Paulo (USP), coordenada pela geneticista Mayana Zatz.
O Projeto DNA Longevo procura identificar características biológicas associadas ao envelhecimento saudável. Para isso, os pesquisadores analisam pessoas que chegaram a idades muito avançadas e procuram entender por que algumas conseguem preservar melhor determinadas funções do organismo.
Entre os elementos investigados estão possíveis fatores genéticos capazes de proteger o organismo contra os efeitos do envelhecimento. A ideia é verificar se determinadas características presentes no DNA ajudam algumas pessoas a permanecer saudáveis por mais tempo.
Pesquisadores querem entender o papel da genética
A existência de três centenárias na mesma família oferece uma oportunidade importante para esse tipo de investigação. Isso acontece porque irmãos compartilham uma parte relevante de sua composição genética, além de terem sido expostos a ambientes e hábitos semelhantes durante parte da infância.
Os pesquisadores pretendem comparar pessoas que chegaram à velhice em boas condições físicas e cognitivas com indivíduos que desenvolveram fragilidade, doenças crônicas ou declínio cognitivo.
Dessa maneira, a pesquisa não procura apenas descobrir quanto tempo uma pessoa consegue viver. O objetivo é entender quais características podem estar relacionadas à manutenção da saúde durante o processo de envelhecimento.








