Mulher espera quase um mês por transferência para colocar marcapasso, morre após agravamento e viúvo recebe R$ 100 mil pela falha na rede pública
Durante julgamento, a falta de tratamento adequado foi considerada determinante para o agravamento e morte da paciente.

Em um julgamento que revela falhas no sistema de saúde pública, um tribunal de São Paulo determinou que o município de Guarulhos e o Hospital Municipal de Urgências indenizassem um viúvo em R$ 100 mil. A sua esposa morreu em julho de 2019, após esperar quase um mês por cirurgia crucial para implantação de um marcapasso.
A paciente foi internada em maio de 2019, mas a transferência para uma unidade que tinha recursos para o procedimento só ocorreu em junho. Logo após a tardia cirurgia, surgiram complicações graves, que levaram à morte da paciente. Esse atraso crítico alimentou críticas sobre a eficiência no tempo de resposta do sistema de saúde pública diante de emergências médicas.
Ineficiências sistêmicas e suas consequências
Durante o julgamento, a falta de tratamento adequado foi considerada determinante para o agravamento e morte da paciente. O hospital afirmou não dispor, inicialmente, dos meios necessários, enquanto o município alegou complexidade nos procedimentos.
Contudo, as evidências apresentadas desconsideraram tais justificativas como suficientes para anular responsabilidades, realçando falhas institucionais no atendimento à saúde.
Implicações legais da decisão judicial
A sentença judicial confirma a responsabilidade compartilhada entre o hospital e o município, sublinhando a necessidade premente por melhorias nos serviços de saúde. O veredicto apontou a importância de rápidas intervenções médicas e estabelece uma referência legal para futuros casos.







