Ouça agora

Paciente vive 271 dias com rim de porco, volta a caminhar longas distâncias e ganha tempo até receber órgão humano

Procedimento une órgãos de diferentes espécies e representa um novo caminho para pacientes com doenças renais terminais.


Por Clyverton Silva

08/09/2026 às 16h36

Paciente vive 271 dias com rim de porco, volta a caminhar longas distâncias e ganha tempo até receber órgão humano
Da direita para a esquerda: o médico Tatsuo Kawai, o paciente Tim Andrews e o médico Leonardo Riella (Foto: Divulgação/Massachusetts General Hospital

Um avanço significativo na medicina moderna foi alcançado no Massachusetts General Hospital, em Boston, Estados Unidos. Sob a direção do médico brasileiro Leonardo Riella, um paciente viveu por 271 dias com um rim suíno.

Este procedimento, conhecido como xenotransplante, une órgãos de diferentes espécies e representa um novo caminho para pacientes com doenças renais terminais. A operação ocorreu em janeiro de 2025, oferecendo uma solução temporária em face da escassez de órgãos humanos. O paciente voltou a caminhar longas distâncias ao lado do seu cachorro Cupcake.

Xenotransplante

A cirurgia desempenhou um papel crucial em testar a viabilidade de órgãos suínos em humanos. Inicialmente, o procedimento permitiu ao paciente evitar diálise, usando o rim suínos como um substituto temporário.

O sucesso sem complicações graves destacou o potencial do xenotransplante para pacientes que aguardam doadores humanos. Este progresso inspira novas possibilidades nos transplantes.

Desafios

Apesar do sucesso, o xenotransplante ainda enfrenta desafios. Preocupações como infecções zoonóticas e respostas imunológicas continuam sendo estudadas.

Desde um experimento em 2024, onde outro paciente sobreviveu 52 dias com um transplante semelhante, a ciência progride em busca de tratamentos alternativos. A vigilância constante e cuidados especializados são críticos para gerenciar possíveis complicações.

Após receber um rim humano, o paciente simbolizou a esperança de um futuro menos dependente de doações humanas. A evolução das pesquisas em transplantes interespécies amplia o horizonte médico rumo a soluções mais acessíveis.

O caso do paciente que sobreviveu 271 dias com um rim suíno é um marco no xenotransplante. Enquanto a confirmação da segurança a longo prazo é aguardada, existe a expectativa de que esses procedimentos revolucionem o tratamento de doenças renais.