Golpe do falso auxílio de R$ 1.050 está circulando pelo WhatsApp e pode roubar dados bancários

Cada vez mais é necessário ficar atento aos diversos tipos de golpes que vem surgindo por meio das redes sociais. Um dos que mais têm insidências nos últimos tempos é o do falso auxílio de R$ 1.050, que está circulando pelo WhatsApp e pode roubar dados bancários da vitíma.
De acordo com informações do UOL, o golpe traz uma mensagem sobre o “Auxílio Reconstrução 2026”, com a promessa de depositar R$ 1050. Acontece que esse programa realmente existiu, mas em 2024, sendo destinado às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Atualmente, não há uma nova fase do auxílio.
Como o golpe do falso auxílio funciona
A fraude começa com uma mensagem que tenta convencer o usuário de que existe um novo benefício disponível. Para consultar se teria direito ao suposto pagamento, a pessoa é direcionada para um link. O problema é que a página não pertence ao governo e utiliza elementos que podem fazer o site parecer legítimo.
Uma análise citada pelo UOL e realizada pela empresa de cibersegurança Kaspersky identificou páginas fraudulentas que simulam ambientes oficiais. O comportamento dos endereços também pode mudar conforme o aparelho utilizado e a localização da vítima, o que dificulta identificar antecipadamente qual será o destino do link.
Por que o golpe pede para compartilhar a mensagem
Depois de acessar a página falsa, o usuário pode ser levado a fornecer informações pessoais e, posteriormente, recebe uma nova exigência: compartilhar o conteúdo com contatos ou grupos do WhatsApp.
Essa etapa tem uma função importante para os criminosos. Ao exigir que a própria vítima distribua a mensagem, o golpe ganha uma espécie de mecanismo de propagação automática. O conteúdo chega a outras pessoas por meio de conhecidos, o que pode aumentar a sensação de que a informação é verdadeira.
Na prática, porém, o compartilhamento não libera nenhum benefício. A promessa de pagamento serve apenas como incentivo para que a mensagem continue circulando e alcance um número maior de usuários.
O que acontece depois do acesso
Outro aspecto da fraude é que o destino do link não necessariamente é o mesmo para todas as pessoas. Segundo a análise apresentada pelo UOL, os endereços identificados podem redirecionar o usuário para plataformas de apostas ou para páginas que incentivam a instalação de aplicativos.
Esse funcionamento está relacionado a modelos de monetização usados na internet. Em determinados casos, os responsáveis pelo golpe podem receber comissão quando uma pessoa instala um aplicativo por meio do link ou acessa uma plataforma associada ao sistema de afiliados. Ou seja, o criminoso não precisa necessariamente cobrar dinheiro diretamente da vítima para obter lucro.
Durante os testes mencionados pelo UOL, alguns redirecionamentos levavam a páginas relacionadas a jogos de azar. O destino, entretanto, pode ser alterado pelos responsáveis pela fraude, fazendo com que a mesma estrutura seja utilizada posteriormente para outras finalidades.
Dados bancários também podem entrar na mira
O fato de o golpe atualmente direcionar algumas vítimas para plataformas de apostas não significa que o risco esteja limitado a esse tipo de página. A estrutura pode ser modificada pelos criminosos para coletar informações mais sensíveis.
Segundo o pesquisador de segurança Fábio Assolini, os links podem ser utilizados para direcionar vítimas a páginas falsas destinadas ao roubo de senhas e informações de cartões ou até para induzir a instalação de softwares maliciosos. Isso aumenta o potencial da fraude, já que os mesmos mecanismos usados para atrair a vítima podem posteriormente ser adaptados para capturar credenciais ou outras informações financeiras.








