Brasileiros precisam se preparar: preço do gás vai mudar a partir de 1º de setembro

Brasileiros que moram no Distrito Federal (DF) devem se preparar para o aumento no preço do gás de cozinha (GLP) a partir de 1º de setembro. De acordo com a estimativa do Sindicato das Empresas Transportadoras e Revendedoras de Gás LP do DF, divulgada pelo Metrópoles, em média, o produto deve subir R$ 5, mas há locais nos quais o valor terá um acréscimo de R$ 8.
Quanto o botijão vai custar?
A previsão do setor é de que o reajuste médio seja de aproximadamente 5%. Atualmente, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do botijão no Distrito Federal está em R$ 106,17.
Com a mudança, a estimativa é de que o produto passe a ser encontrado na faixa de R$ 111,17 a R$ 114,17, dependendo da região e do estabelecimento. Isso significa que o consumidor poderá encontrar diferenças consideráveis entre os pontos de venda, já que o aumento não será necessariamente igual em todo o DF.
O Sindvargas-DF afirma que as distribuidoras já comunicaram às revendedoras a necessidade de repassar o reajuste. Uma das empresas que atuam no mercado confirmou que haverá alteração nos preços em 1º de setembro e apontou inflação, despesas com pessoal e custos de transporte entre os fatores que pressionam o valor final.
Por que o preço do gás vai aumentar?
O reajuste está relacionado principalmente aos custos enfrentados ao longo da cadeia de distribuição. Antes de chegar à cozinha do consumidor, o GLP passa por diferentes etapas, que envolvem transporte, armazenamento e comercialização.
Em entrevista ao Metrópoles, o presidente do Sindvargas-DF, Sérgio Costa, afirmou que as revendedoras também precisam lidar com despesas como combustível, frete, salários e inflação. Dessa forma, quando os custos das distribuidoras aumentam, parte dessa pressão pode chegar ao preço cobrado do consumidor.
A entidade também afirma que setembro costuma ser um período em que as distribuidoras revisam seus preços. Neste ano, porém, o novo aumento gera uma preocupação adicional para as empresas que participam de programas sociais do governo federal.
Reajuste pode afetar o Gás do Povo
O aumento também pode ter impacto sobre o Gás do Povo, programa federal que fornece botijões gratuitamente para famílias de baixa renda. O problema apontado pelo Sindvargas-DF está relacionado aos valores de referência utilizados para remunerar as revendas que participam da iniciativa.
Segundo o sindicato, esses valores estariam defasados em relação aos custos atuais. Com um novo aumento no preço do GLP, a diferença entre o valor recebido pelo estabelecimento e o custo de operação pode ficar ainda maior.
Isso pode fazer com que algumas revendedoras avaliem se ainda é economicamente viável permanecer no programa. O Sindvargas defende que o governo federal atualize os valores de referência para evitar uma redução na participação das empresas.









