O paredão alvinegro

Com 1,84m de altura, Glaysson é sinônimo de força no elenco Carijó (Marcelo Ribeiro)
Quando o Tupi entrar em campo amanhã, às 16h, no Canindé, contra a Portuguesa-SP, o goleiro Glaysson vai defender mais um passo na evolução da defesa. Após 17 gols sofridos em 11 jogos no Mineiro, o Galo foi vazado apenas quatro vezes em quatro rodadas da Série C. Uma recuperação do tamanho da força física do camisa 1.
Próximo dos 90 quilos, distribuídos em 1,84m de altura, o arqueiro de 36 anos é um desafio para os atacantes embaixo da trave. Para Glaysson, fugir dos padrões é motivo de vantagem em campo. “O normal é ver goleiros grandes e magros. Me destaco pela força e explosão muito grandes. Procuro sempre trabalhar a reação com velocidade”, afirma o atleta, um dos mais bem-humorados do elenco, característica que não perde ao ouvir críticas de que estaria acima do peso.
“Eu levo numa boa. Na base do Cruzeiro, tinha nível de gordura menor que muitos jogadores de linha. Isso nunca me atrapalhou. Se fosse um goleiro gordo, lento, não teria uma carreira vitoriosa. Isso ajuda a evitar lesões e aguentar trancos na área. O que atrapalha é acharem que podem vir ‘sentando a madeira’ no gol (risos).”
Além da força física, o tempo de reação de Glaysson é um ponto valorizado pela comissão técnica. “Tem força, explosão muscular e se coloca muito bem. Os adversários respeitam um goleiro forte. É uma satisfação trabalhar com um profissional desse nível”, avalia o preparador de goleiros Walker Campos, que se preocupa em evitar que o diferencial se torne uma desvantagem. “No Mineiro, ele estava pesado e conseguimos baixar sete quilos. Nunca tive problemas com isso. Ele já joga um pouco acima do percentual de gordura, mas sempre teve força e agilidade. Se tirar muito peso, podem surgir lesões. Temos que respeitar a característica do atleta.”
Além da confiança dos experientes, Glaysson também conquistou a admiração dos mais jovens. “Ele é um patrimônio do futebol mineiro. Só de ver, você imagina que é um cara do bem. A experiência de trabalhar com ele comprovou isso”, diz o goleiro George, elegendo o reflexo como principal qualidade do camisa 1.
Titular em todos os 18 jogos do Tupi na temporada, Glaysson usa o carisma para conquistar a torcida. No elenco, é um dos que mais recebe o carinho dos torcedores, fazendo o goleiro sonhar com a longevidade no Carijó. “Procuro fixar raízes. Tenho mais dois ou três anos de carreira. Quando somos bem recebidos, a tendência é ficar o maior tempo possível. É uma honra ter o carinho do torcedor. Isso engrandece o trabalho.”









