Música em revista
O cenário musical alternativo e autoral de Juiz de Fora ganhou mais um espaço de divulgação e reflexão sobre o que rola na cidade com o lançamento, na quinta-feira, 25, da revista eletrônica “Avenida Independência”, fruto do trabalho dos alunos do curso de comunicação da UFJF. O evento foi realizado no Auditório da Facom, onde os estudantes apresentaram o projeto com a professora Lara Linhalis, que coordenou o trabalho de produção. Além do lançamento, o evento contou com a presença do músico Lucas Soares, do repórter da Tribuna Mauro Morais e da produtora Cibele Lopes, que debateram com o público sobre o espaço da música independente nas redações.
Segundo Lara Linhalis, a concepção do projeto da revista teve início em maio, com os alunos preparando as reportagens durante os três meses seguintes. “Esse trabalho é fruto de um sonho coletivo, da vontade de ouvir a cidade e saber o que está sendo produzido em termos de música autoral independente”, declarou Lara. A ideia, a princípio, é que a publicação tenha periodicidade trimestral. Em sua primeira edição, “Avenida Independência” tem como pautas o processo de produção de um álbum, os estúdios de gravação e suas peculiaridades, o debate ocorrido em maio sobre a Lei Murilo Mendes e a cena local, crowdfunding e os festivais de música independente da cidade, entre outras. Além disso, a revista também apresenta o primeiro volume do Catálogo da Música Autoral Independente, com mais de 20 artistas juiz-foranos que tenham trabalho autoral já registrado. Tanto a revista quanto o setlist com músicas desses artistas têm links que podem ser encontrados na página do projeto no Facebook (www.facebook.com/avenidaindependenciajf).
Produção musical em debate
Após a apresentação do projeto e de seus realizadores, foi a hora do debate com os convidados. A partir do tema central, Cibele, Mauro, Lucas, Lara e o público (incluindo músicos locais) discutiram diversas questões. Uma delas foi de que forma lidar com as mudanças no cenário musical ao mesmo tempo em que a tecnologia digital e a internet mudaram a forma de se consumir e ouvir música, e como o jornalismo precisa também se adaptar a isso.
Foram destacados, ainda, o grande volume de produção no cenário juiz-forano – e como muitas vozes ainda não encontram espaço -, a preocupação em conseguir espaço para divulgar seus trabalhos e como viabilizar a exposição do artista, seja na mídia impressa ou por meio das novas tecnologias e as opções a partir de novos projetos. Também foi debatida a formação de público e suas estratégias, com os participantes acreditando que há chances, sim, da produção musical da cidade aumentar seu espaço entre o público. Mesmo que não seja fácil, disposição é que parece não faltar para toda essa gente.








