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5 jogadores da Copa do Mundo são acusados de estupro em seus países

Cinco jogadores da Copa do Mundo respondem ou responderam a casos de violência sexual; entenda cada situação e a regra da FIFA.


Por Leticia Florenco

30/06/2026 às 14h57

5 jogadores da Copa do Mundo são acusados de estupro em seus países

A participação de jogadores envolvidos em investigações ou processos relacionados a crimes sexuais voltou a provocar discussões durante a Copa do Mundo.

Ao todo, cinco atletas que integram seleções nacionais respondem ou responderam a acusações de estupro ou violência sexual em diferentes países, levantando questionamentos sobre os critérios adotados pelas federações para convocação e permanência desses jogadores nas equipes.

Enquanto alguns casos seguem em investigação ou aguardam julgamento, outros foram encerrados sem condenação por falta de provas.

Apesar da repercussão, a FIFA não possui uma regra que impeça automaticamente a convocação de atletas investigados ou processados criminalmente.

Kaishu Sano

O volante Kaishu Sano, da seleção do Japão, ganhou destaque após marcar um dos gols da vitória japonesa sobre o Brasil.

Fora de campo, entretanto, seu nome já havia aparecido nas manchetes em 2024, quando foi preso sob suspeita de agressão sexual.

O processo acabou sendo encerrado sem condenação, permitindo que o jogador retomasse normalmente sua carreira. Após o fim do caso, Sano voltou a ser convocado para defender a seleção japonesa.

Junya Ito

Outro jogador do Japão citado em casos semelhantes é Junya Ito. Em 2024, duas mulheres apresentaram uma denúncia de abuso sexual contra o atleta.

As autoridades investigaram o caso, mas o procedimento foi arquivado por falta de provas suficientes para dar continuidade ao processo. Depois de ficar fora da disputa da Copa da Ásia, Ito voltou a integrar a seleção japonesa.

Ryan Mendes

O capitão da seleção de Cabo Verde, Ryan Mendes, também aparece entre os atletas envolvidos em investigações.

Ele é alvo de uma apuração policial após uma brasileira registrar denúncia de estupro durante passagem da equipe pela Nova Zelândia.

Até o momento, a polícia ainda analisa as evidências reunidas e decidirá posteriormente se apresentará denúncia formal à Justiça. O jogador nega qualquer irregularidade.

Achraf Hakimi

Um dos casos de maior repercussão internacional envolve o lateral marroquino Achraf Hakimi.

O atleta foi acusado de estupro na França em 2023. Desde o início do processo, Hakimi nega todas as acusações apresentadas pela denunciante.

O caso avançou para a Justiça francesa, onde o jogador responderá ao julgamento. Até que haja uma decisão definitiva, permanece valendo a presunção de inocência.

Thomas Partey

O meio-campista ganês Thomas Partey enfrenta a situação judicial mais complexa entre os jogadores citados. Ele responde a sete acusações relacionadas a estupro e agressão sexual no Reino Unido.

O atleta foi preso em 2025, posteriormente liberado sob fiança e segue respondendo ao processo judicial. Em razão da situação, ficou fora da estreia de Gana na Copa do Mundo.

Partey também nega todas as acusações feitas contra ele.

Qual é a posição da FIFA?

A FIFA afirma que não existe uma norma que determine a exclusão automática de jogadores investigados, denunciados ou processados criminalmente.

Segundo a entidade, a decisão sobre convocações cabe às federações nacionais de cada país, desde que o atleta não esteja cumprindo suspensão disciplinar imposta pelo futebol ou tenha impedimento determinado pela Justiça.

Na prática, isso significa que um jogador pode disputar competições internacionais enquanto responde a investigações ou ações judiciais, caso não exista restrição legal ou esportiva.

Debate entre aspectos jurídicos e esportivos

A presença desses atletas no principal torneio do futebol mundial reacende discussões sobre responsabilidade institucional, imagem do esporte e direitos individuais.

De um lado, especialistas destacam que a presunção de inocência deve ser respeitada até uma decisão definitiva da Justiça.

De outro, entidades de defesa das mulheres argumentam que federações esportivas poderiam adotar critérios mais rigorosos para preservar a imagem das competições e demonstrar compromisso no combate à violência sexual.

A discussão permanece aberta e tende a acompanhar grandes eventos esportivos sempre que jogadores envolvidos em investigações ou processos criminais continuam atuando normalmente em suas seleções.