Brasil não vira jogo de mata-mata da Copa do Mundo desde 2002
Brasil encerra jejum de 24 anos e volta a conseguir uma virada em jogo de mata-mata da Copa do Mundo desde 2002.

A classificação da Seleção Brasileira para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 entrou para a história por um motivo que vai além da vaga conquistada.
Ao derrotar o Japão por 2 a 1, de virada, o Brasil encerrou um longo intervalo que durava desde a campanha do pentacampeonato, em 2002, sem conseguir reverter um placar adverso em partidas eliminatórias do Mundial.
O resultado representa um marco importante para a equipe comandada por Carlo Ancelotti, que demonstrou poder de reação em um cenário que, nas últimas edições da Copa do Mundo, costumava terminar com eliminação brasileira.
Marca histórica de 24 anos chega ao fim
A última vez que o Brasil havia conseguido uma virada em um confronto de mata-mata da Copa do Mundo ocorreu nas quartas de final de 2002, contra a Inglaterra.
Naquela partida, os ingleses abriram o placar com Michael Owen, mas Rivaldo empatou ainda no primeiro tempo e Ronaldinho Gaúcho marcou o gol da vitória por 2 a 1, resultado que manteve viva a campanha que terminaria com a conquista do pentacampeonato.
Desde então, a Seleção disputou diversas partidas eliminatórias em Mundiais, conquistando vitórias quando saiu na frente do marcador, mas sem conseguir reagir quando sofreu o primeiro gol.
Reação mudou o roteiro da partida
Diante do Japão, o cenário parecia repetir frustrações recentes. A equipe asiática abriu o placar e levou vantagem para o intervalo, obrigando o Brasil a buscar alternativas para evitar uma eliminação.
Na segunda etapa, a Seleção apresentou postura mais ofensiva, aumentou a pressão sobre o adversário e passou a controlar as ações da partida.
O empate devolveu confiança ao time, que seguiu pressionando até encontrar o gol da virada nos minutos finais, garantindo a classificação.
Vitória reforça confiança da Seleção
Além do significado estatístico, o resultado fortalece a confiança do grupo para a sequência da competição.
A capacidade de reagir diante de um placar desfavorável era um aspecto frequentemente questionado após eliminações em edições anteriores da Copa do Mundo.
A virada também evidencia a evolução da equipe sob o comando de Carlo Ancelotti, que promoveu ajustes decisivos durante o confronto e viu suas alterações contribuírem diretamente para a mudança de cenário.









