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Especialista explica o que acontece com o benefício de quem não fizer a biometria do INSS a tempo

Biometria passa a ser exigida pelo INSS e ausência do cadastro poderá suspender temporariamente benefícios.


Por Leticia Florenco

29/06/2026 às 18h52

Especialista explica o que acontece com o benefício de quem não fizer a biometria do INSS a tempo

A implantação gradual da biometria para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tem levantado dúvidas entre aposentados, pensionistas e segurados em todo o país.

Embora muitos temam perder definitivamente o benefício, especialistas esclarecem que a falta do cadastro biométrico não resulta no cancelamento automático dos pagamentos.

No entanto, a ausência da identificação pode levar à suspensão temporária dos repasses até que a situação seja regularizada.

A medida faz parte da estratégia do governo federal para reforçar a segurança dos sistemas previdenciários e reduzir a ocorrência de fraudes.

A biometria permitirá uma identificação mais precisa dos beneficiários, garantindo que os recursos sejam destinados aos verdadeiros titulares dos benefícios.

Biometria será exigida para aumentar segurança

O advogado especialista em direito previdenciário Hilário Bocchi Jr. explica que a nova exigência tem como principal objetivo fortalecer os mecanismos de controle do INSS.

Segundo ele, o governo busca utilizar ferramentas tecnológicas para evitar pagamentos indevidos e proteger os cofres públicos contra ações fraudulentas.

Atualmente, apenas uma parcela dos brasileiros possui biometria cadastrada em bases de dados governamentais, o que torna necessária uma adaptação gradual da população ao novo sistema.

“A biometria representa uma camada extra de segurança para confirmar a identidade do segurado”, destaca o especialista.

Benefício não será cancelado, mas pode ser bloqueado

De acordo com Bocchi, os beneficiários não precisam se preocupar com a perda definitiva da aposentadoria ou pensão por causa da biometria. O que pode ocorrer é o bloqueio temporário dos pagamentos até que a identificação seja validada.

A medida funcionará como uma forma de proteção ao sistema previdenciário, exigindo que o cidadão comprove sua identidade para continuar recebendo os valores normalmente.

Após a regularização, o benefício poderá ser restabelecido sem a necessidade de um novo pedido junto ao INSS.

Implementação será feita de forma gradual

O especialista ressalta que a exigência não será aplicada de maneira abrupta. O governo pretende conduzir o processo aos poucos, levando em consideração as dificuldades enfrentadas por determinados grupos da população.

Entre os públicos que deverão receber atenção especial estão:

  • Idosos com limitações de mobilidade;
  • Pessoas acamadas;
  • Moradores de regiões remotas;
  • Segurados com dificuldade de acesso à internet;
  • Cidadãos que ainda não possuem biometria registrada em bases públicas.

A intenção é garantir que ninguém seja prejudicado por obstáculos de acesso ou locomoção.

Cadastro pode ser feito por diferentes serviços públicos

Uma das facilidades destacadas pelos especialistas é que a biometria não depende exclusivamente de um atendimento específico do INSS.

Os dados podem ser obtidos por meio de outros serviços públicos que já utilizam identificação biométrica, como:

  • Cadastro biométrico da Justiça Eleitoral;
  • Registros realizados em atendimentos do SUS;
  • Emissão de documentos digitais;
  • Validações realizadas por meio da plataforma gov.br.

Dessa forma, muitos segurados poderão ter suas informações reconhecidas automaticamente pelos sistemas governamentais.

Biometria reforça mecanismo semelhante à prova de vida

Especialistas apontam que a biometria desempenha papel semelhante ao da prova de vida, utilizada para confirmar que o beneficiário continua apto a receber o pagamento previdenciário.

Nos últimos anos, a prova de vida passou a ser realizada por meio do cruzamento de informações em diversas bases de dados públicas, reduzindo a necessidade de comparecimento presencial dos segurados.

Com a biometria, esse processo ganha mais precisão e confiabilidade.

Regularização pode liberar pagamento rapidamente

Caso ocorra a suspensão do benefício por ausência da biometria, a orientação é procurar a regularização o mais rápido possível.

Segundo Bocchi, após a validação dos dados biométricos, o sistema reconhece automaticamente a atualização e permite o restabelecimento do benefício.

Isso significa que a interrupção não tem caráter definitivo, desde que o segurado cumpra a exigência de identificação.

Recomendação é acompanhar os canais oficiais

Especialistas orientam os beneficiários a monitorarem frequentemente os canais oficiais do governo e do INSS para acompanhar comunicados sobre a implantação da biometria.

Também é recomendável verificar regularmente a situação da conta no portal gov.br, onde poderão ser disponibilizadas informações sobre a necessidade de atualização cadastral.