Flávio Bolsonaro quitou em 37 meses financiamento de mansão que tinha prazo de 30 anos
Flávio Bolsonaro quitou em 37 meses financiamento de mansão de R$ 6,1 milhões que tinha prazo de 30 anos.

O senador Flávio Bolsonaro quitou em apenas 37 meses o financiamento de uma mansão de R$ 6,1 milhões adquirida em 2021 no Lago Sul, área nobre de Brasília.
O contrato firmado com o Banco de Brasília previa pagamento em até 30 anos, mas a dívida foi encerrada antecipadamente após uma série de amortizações milionárias.
A informação ganhou repercussão após ser mencionada em uma ação judicial movida pela deputada federal Erika Kokay, que questiona a regularidade da concessão do crédito imobiliário.
A parlamentar sustenta que a renda declarada pelo senador e por sua esposa não seria compatível com as exigências normalmente aplicadas pela instituição financeira para a liberação do financiamento.
Financiamento previa prazo de 30 anos
Quando comprou o imóvel, em 2021, Flávio Bolsonaro deu uma entrada de aproximadamente R$ 2,87 milhões e financiou cerca de R$ 3,4 milhões junto ao BRB.
O contrato previa parcelas mensais de R$ 18.744,16 ao longo de três décadas.
No entanto, conforme documentos citados pela imprensa, a dívida foi liquidada por meio de seis pagamentos extraordinários realizados ao longo dos últimos anos.
Os valores das amortizações variaram entre R$ 198 mil e R$ 997 mil, totalizando os R$ 3,4 milhões financiados. O último pagamento teria sido efetuado em março deste ano.
Deputada questiona concessão do empréstimo
A ação popular apresentada por Erika Kokay pede a anulação do financiamento sob o argumento de que o banco teria flexibilizado critérios internos para aprovar a operação.
Segundo a parlamentar, os rendimentos apresentados pelo senador não seriam suficientes para justificar a liberação do crédito nas condições contratadas.
O caso tramita na Justiça do Distrito Federal e envolve a análise de documentos relacionados à renda e ao patrimônio do parlamentar.
BRB defende legalidade da operação
Em manifestação anexada ao processo, o BRB afirmou que a operação ocorreu dentro das normas da instituição e destacou que não houve inadimplência nem prejuízo aos cofres públicos.
O banco argumenta que o financiamento foi regularmente contratado e posteriormente quitado, afastando qualquer risco financeiro decorrente da operação.
A instituição também informou que a análise de crédito considerou documentação apresentada pelo senador, incluindo contracheques, declarações de Imposto de Renda e registros de atividades empresariais.
Senador afirma que recursos têm origem lícita
Em nota, Flávio Bolsonaro declarou que todos os recursos utilizados na compra e na quitação da mansão possuem origem legal.
O parlamentar afirmou que exerce atividades como empresário e advogado, além do mandato no Senado Federal.
Segundo ele, a liquidação antecipada da dívida demonstra que o banco acertou ao conceder o financiamento. O senador também informou que pretende adotar medidas judiciais contra Erika Kokay, alegando litigância de má-fé.
Na época da compra do imóvel, Flávio Bolsonaro afirmou ter utilizado recursos provenientes da venda de um imóvel e de uma franquia do setor de chocolates para compor a entrada do negócio.
Imóvel fica em área valorizada de Brasília
A residência possui cerca de 1.100 metros quadrados e está localizada em uma das regiões mais valorizadas da capital federal. O imóvel conta com cinco suítes, piscina, academia, espaço gourmet e áreas de lazer integradas.
O caso continua sendo acompanhado pela Justiça e mantém repercussão no cenário político, especialmente em razão dos questionamentos sobre os critérios utilizados na concessão do financiamento e sobre a rápida quitação da dívida milionária.









