O asteroide que cientistas apontam como ameaça real ao planeta e quando ele pode chegar
Profecias medievais associam fenômenos no céu a catástrofes; hoje o espaço é monitorado por asteroides e outros objetos próximos da Terra

Desde o fim da Idade Média e o início da Idade Moderna, relatos sobre previsões de catástrofes associadas ao céu passaram a circular no imaginário popular europeu. Nesse contexto, uma das narrativas mais conhecidas do folclore inglês é atribuída a Mãe Shipton, que teria descrito sinais de destruição ligados a fenômenos celestes, como a passagem de um “dragão ardente” antes do fim da Terra.
Em versões publicadas posteriormente, com maior difusão a partir do século XVII e expansão no século XIX, surgiu a previsão de que o mundo chegaria ao fim com um asteróide em 1881, além de outras referências a eventos de grande impacto envolvendo o céu e a humanidade. Com o tempo, essas descrições passaram a ser reinterpretadas como possíveis alusões a cometas, meteoros e outros corpos celestes.
Profecia de ameaças ao planeta
- Origem histórica das publicações: As profecias atribuídas a Mãe Shipton começaram a circular em 1641, após sua morte, supostamente organizadas por Joanne Walker, e foram ampliadas ao longo dos séculos, o que dificulta estabelecer uma origem autêntica.
- Validação histórica: Pesquisadores apontam que não há evidências de que esses textos tenham sido escritos por ela em vida. O conteúdo é frequentemente descrito como uma construção folclórica posterior.
- Natureza do conteúdo: O conjunto é interpretado como uma combinação de literatura moralizante, simbolismo religioso e tradições populares.
- Interpretações modernas: Na leitura contemporânea, esses textos são associados a impactos de cometas, meteoros ou colapsos sociais, embora não haja base histórica ou científica que sustente caráter preditivo literal.
- Símbolos e significados: A imagem do “dragão ardente” é entendida atualmente como representação simbólica de cometas brilhantes, que em épocas anteriores eram vistos como sinais extraordinários no céu.
Monitoramento de asteróides
Em contraste com essas narrativas, o monitoramento espacial é realizado por instituições científicas, como a Nasa, que acompanham continuamente Objetos Próximos da Terra (NEOs). Esse conjunto inclui asteroides que cruzam a órbita terrestre, cometas de longo período e novos corpos em observação constante.
Até 2026, não há registro de cometas ou asteroides com risco relevante de impacto global. O rastreamento orbital reduz a possibilidade de surpresas. Uma ameaça confirmada exigiria órbita bem definida e impacto inevitável validado por observatórios internacionais. Nenhum objeto conhecido atende a isso.










