Cidade começa a distribuir sensor de glicose de graça para crianças com diabetes tipo 1
Sensor de monitoramento contínuo de glicose passa a ser oferecida gratuitamente a crianças com diabetes tipo 1, com foco no controle da doença

A distribuição gratuita de sensores de monitoramento contínuo de glicose para crianças com diabetes tipo 1 pela Prefeitura de São Paulo chama atenção para o acesso a tecnologias de saúde no SUS. Embora o diabetes esteja entre as doenças crônicas mais comuns do país, os sensores ainda não fazem parte da política nacional da rede pública.
A distribuição na cidade de São Paulo começou oficialmente em 18 de junho de 2026 e beneficiará, nesta primeira etapa, 1.584 crianças entre 2 e 12 anos atendidas pela rede municipal de saúde. A medida foi criada pela Lei nº 18.306/2025 e prioriza famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico).
Sensor de glicose em SP
Aquisição e custo
- 9 mil sensores adquiridos para a primeira fase.
- Troca dos dispositivos a cada 15 dias.
- Reposição feita pelas UBSs.
- Custo estimado de R$ 770 por mês por paciente.
Como funciona
- Monitoramento contínuo da glicose durante dia e noite.
- Identificação rápida de episódios de hipoglicemia e hiperglicemia.
- Redução da necessidade de medições por punção no dedo.
- Crianças de 2 a 9 anos recebem leitor específico.
- Crianças de 10 a 12 anos acompanham os dados por aplicativo com alertas em tempo real.
Capacitação
- Treinamento de 511 profissionais da rede municipal.
- Participação das cinco Coordenadorias Regionais de Saúde.
Impacto esperado
- Redução de atendimentos de emergência.
- Diminuição de internações relacionadas ao diabetes.
- Prevenção de complicações renais, oftalmológicas e cardiovasculares.
- Maior controle glicêmico e qualidade de vida para os pacientes.
Diabetes tipo 1 no Brasil
Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF), o Brasil tem cerca de 499 mil pessoas com diabetes tipo 1, incluindo aproximadamente 99 mil crianças e adolescentes. Especialistas avaliam que o monitoramento contínuo pode melhorar o controle clínico e reduzir custos. Os gastos com diabetes no país ultrapassam US$ 45 bilhões por ano, segundo a IDF, considerando tratamento e complicações.
Embora o SUS forneça insulinas, seringas, canetas aplicadoras e fitas reagentes, os sensores de monitoramento contínuo ainda não integram a política nacional. Em 2025, o Ministério da Saúde decidiu não incorporar a tecnologia após análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).










