Nova exigência para tirar CNH de carro e moto começa a provocar mudanças no processo
Nova regra exige exame toxicológico para tirar CNH de carro e moto e altera etapas da primeira habilitação.

A partir de 29 de junho, uma nova exigência para quem deseja obter a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B começará a mudar significativamente o processo de formação de condutores no Brasil.
A obrigatoriedade do exame toxicológico para candidatos a motoristas de carros e motocicletas passa a valer em cumprimento à Lei 15.153/2025, trazendo novas etapas, custos e responsabilidades para quem pretende conquistar o documento.
Exame toxicológico passa a ser obrigatório para novos condutores
Os candidatos que iniciarem o processo de primeira habilitação nas categorias A (motocicletas) e B (automóveis) precisarão apresentar resultado negativo em exame toxicológico antes de avançar nas demais fases do processo.
A medida foi incorporada ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e tem como objetivo reforçar a segurança viária, identificando previamente o uso de substâncias psicoativas que possam comprometer a capacidade de condução de veículos.
A mudança representa uma das alterações mais relevantes dos últimos anos para quem está prestes a ingressar no universo da condução.
Quem será afetado pela nova regra
A exigência vale apenas para candidatos que abrirem um novo processo de habilitação a partir da data de entrada em vigor da medida.
Quem já possui requerimento registrado no sistema do Detran antes da implementação da nova regra poderá concluir o processo normalmente, sem a necessidade de realizar o exame toxicológico.
A determinação também não afeta:
- Renovação da CNH;
- Emissão de segunda via do documento;
- Permissão Internacional para Dirigir (PID);
- Condutores que já possuem habilitação válida.
Como funcionará o novo procedimento
Com a alteração, o exame toxicológico passa a integrar as etapas iniciais da obtenção da CNH. O candidato deverá:
- Abrir o Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach);
- Realizar o exame toxicológico em laboratório credenciado;
- Obter resultado negativo;
- Prosseguir para os exames médico e psicológico;
- Participar do curso teórico;
- Realizar as provas exigidas;
- Cumprir as aulas práticas;
- Fazer o exame de direção.
Sem a aprovação no exame toxicológico, o sistema impedirá o avanço para as demais etapas.
Resultado terá prazo de validade
Outro ponto importante da nova regra é o prazo de validade do exame. O resultado negativo deverá ter sido emitido em até 90 dias antes da realização das avaliações física, mental e psicológica.
Caso esse prazo seja ultrapassado, o candidato poderá ser obrigado a realizar um novo exame para prosseguir com o processo.
Onde o exame poderá ser realizado
O teste deverá ser feito exclusivamente em laboratórios credenciados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
Esses estabelecimentos já são responsáveis pela realização dos exames toxicológicos exigidos para motoristas das categorias C, D e E, que conduzem caminhões, ônibus e outros veículos de grande porte.
Após a conclusão da análise, os próprios laboratórios inserem os resultados diretamente no sistema nacional integrado da Senatran, permitindo o acesso automático pelos Departamentos Estaduais de Trânsito.
Impacto financeiro para os candidatos
A inclusão de uma nova etapa também traz um aumento nos custos para quem pretende obter a primeira habilitação.
Além das taxas tradicionais referentes ao processo de formação de condutores, exames médicos, psicológicos e aulas práticas, o candidato agora precisará arcar com o valor do exame toxicológico.
Especialistas apontam que essa despesa adicional poderá influenciar o planejamento financeiro de muitos brasileiros que buscam a CNH, especialmente jovens em busca da primeira habilitação.
Objetivo é aumentar a segurança no trânsito
Defensores da medida argumentam que a exigência pode contribuir para reduzir acidentes relacionados ao uso de drogas ilícitas por condutores.
A intenção é identificar previamente situações que possam representar risco à segurança viária, aumentando o controle sobre a aptidão dos futuros motoristas antes mesmo de sua entrada nas ruas e estradas.
O debate, porém, também envolve questionamentos sobre custos, efetividade e impacto social da nova exigência.
Processo digital continua disponível
Os candidatos que optarem pelo curso teórico por meio do aplicativo CNH do Brasil poderão continuar utilizando a plataforma normalmente.
Nesses casos, o requerimento junto ao Detran será aberto apenas após a conclusão da etapa teórica.
Entretanto, no momento do atendimento presencial e do encaminhamento para os exames médicos, o resultado do toxicológico já deverá constar registrado no sistema.
Sem essa comprovação, o processo ficará bloqueado até o cumprimento da exigência legal.
Com a entrada em vigor da regra, milhares de futuros condutores precisarão se adaptar aos novos procedimentos para conquistar o tão desejado documento de habilitação e ingressar legalmente no trânsito brasileiro.









