Embalados por Jimi Hendrix e outras vozes

O grupo Camaleão, de Belo Horizonte, retorna a Juiz de Fora com espetáculo gratuito
Embalado por Jimi Hendrix, Janis Joplin, Kurt Cobain, Jim Morrison e Amy Winehouse, o Grupo Camaleão, de Belo Horizonte, bate ponto, no Cine-Theatro Central, com o premiado “Retina”. “Essa é a parte dos nossos olhos responsável por colher imagens, e a discussão do trabalho é sobre o excesso de informações que nos bombardeiam diariamente”, conta Marjorie Quast, a fundadora da trupe, apontando para o questionamento levado para o palco. “Será que somos capazes de absorver tudo isso?”, indaga a diretora. O espetáculo, que tem apoio do BDMG Cultural, passa por Juiz de Fora nos dias 13 e 14 de junho, às 19h30, com entrada gratuita.
A razão para tal trilha sonora, assinada por Kiko Klaus, é encontrada na trajetória das vozes que se calaram aos 27 anos. “Todos esses cinco jovens ou se mataram ou transgrediram as normas, saíram do esquema da sociedade. Será que a gente tem que andar todo mundo com a roupa igual e ter o mesmo comportamento?”, acrescenta. O que se desenhará diante da plateia é um exemplar de dança contemporânea com influência de dança de rua.”Nosso cenário trabalha o claro e o escuro, luz e sombra. Ele é todo feito com lâmpada e alumínio.”
O grupo retorna à cidade, lugar em que já encantou a plateia outras tantas vezes, com o título de melhor espetáculo, iluminação, cenografia e trilha sonora para “Retina”, conquistado em 2013 no 1º Prêmio Copasa/Sinparc de Artes Cênicas. “Depois de sermos premiados, rodamos por várias regiões do país. Essa produção foi feita para o público jovem, mas tem agradado todo mundo, inclusive a terceira idade, porque o adulto se lembra das músicas, da época do rock.” Fundado em 1984, o Camaleão tem um repertório de 14 montagens assinadas por 11 destacados profissionais nacionais e internacionais, como Carlota Portela, Mário Nascimento, Luís Arrieta, Tindaro Silvano e Tuca Pinheiro.
Segundo Marjorie, ao longo da estrada, essa turma busca fazer uma arte que se transforma, sem perder a essência. “Temos que nos adequar à situação. No Nordeste, vamos com uma linguagem, no Sul, com outra. Estamos em ano de crise. Se não der para fazer espetáculo no palco, mudamos para a rua. Isso quer dizer sobreviver de acordo com as necessidades do período.”
RETINA
13 e 14 de junho, às 19h30
Cine-Theatro Central
(Entrada gratuita)








