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Medidas preventivas na região


Por BÁRBARA RIOLINO

17/10/2014 às 06h00

Depois de Viçosa ter decretado situação de emergência, adotando restrições ao uso da água e implantando um sistema de racionamento, outras cidades da Zona da Mata se mobilizam para evitar medidas extremas e desabastecimento. Ontem o prefeito de Lima Duarte, Arzenclever Geraldino da Silva, publicou decreto proibindo a população de utilizar água para lavar calçadas, veículos, frentes de imóveis, ruas, encher piscinas e regar plantas e jardins com mangueiras. Além disso, uma campanha de conscientização deve ser iniciada na cidade nos próximos dias.

Conforme o diretor-geral do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Demae), Julio César Nogueira, não está faltando água, porém, a situação do Manancial de Samambaia – Córrego Bom Sucesso – que abastece a cidade, vem sendo monitorada desde julho. “A captação de água caiu cerca de 20%, passando de 42 litros por segundo para 35. Não descartamos a possibilidade de um racionamento e já estamos estudando formas para reutilizar a água proveniente de outra região, perto da Cachoeira do Sossego.”

Em Rio Pomba, conforme a assessoria de comunicação da Prefeitura, também não forma registradas falhas no abastecimento, mas, diante da situação da região, a Administração deu início a uma campanha educativa, pedindo a colaboração de todos os moradores para que evitem o desperdício.

A Copasa, por meio de sua assessoria, informou que Rio Pomba e Santos Dumont estão com o abastecimento normal, porém, em Ubá, o nível dos mananciais de abastecimento é reduzido, o que provoca falhas na distribuição em alguns bairros. A companhia executa manobras operacionais, com o objetivo de garantir a distribuição de água em toda a cidade, incluindo as partes altas.

Chuvas em atraso

O período chuvoso em Minas Gerais deve chegar atrasado neste ano. Diferente de anos anteriores, precipitações de maior volume só devem ocorrer em dezembro. A previsão é do meteorologista Ruibram dos Reis e foi apresentada, nesta semana, em Belo Horizonte, durante o lançamento do Plano de Emergência Pluviométrica 2014/2015, elaborado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. Segundo Ruibram, em novembro, deve chover apenas 50% do volume esperado para o mês.

“Historicamente, este não é o primeiro registro de atraso de chuva no estado. A atual situação se assemelha ao ano de 1971. Em 2015, a situação não será diferente, inclusive, com ausência de chuvas ainda piores. O que chover entre dezembro e março não será suficiente para repor o volume dos mananciais que abastecem as cidades”, afirma Ruibram. Segundo o especialista, o período de estiagem prolongado registrado em todo o país está entre as consequência sofridas pelo planeta a respeito das mudanças climáticas. “Temperaturas elevadas e muito calor ainda estão por vir.”

A Zona da Mata enfrenta hoje, conforme previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), céu parcialmente nublado, com temperaturas variando de 17 a 35 graus e umidade relativa do ar entre 40% e 15%. Em Juiz de Fora, o calor permanece, com mínima de 16 e máxima de 32 graus.