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Carijó no Brinco


Por GUSTAVO PENNA

31/05/2015 às 04h00- Atualizada 01/06/2015 às 16h30

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O Tupi entra em campo hoje pela terceira rodada da Série C do Brasileirão para enfrentar o mais tradicional adversário da competição. Dono do título da Primeira Divisão em 1978, com uma geração que teve a liderança do ex-atacante Careca, o Guarani vive em crise técnica e financeira, mas mantém a majestade de quem, no passado, viveu glórias no Brinco de Ouro da Princesa, estádio que recebe o centenário Carijó esta noite, às 19h.

Se o passado distancia os dois clubes, o presente aponta para o crescimento do Tupi, que embora também experimente dificuldades financeiras, dentro de campo pode se vangloriar de viver um melhor momento. Com quatro gols feitos e nenhum sofrido, o Carijó ostenta 100% de aproveitamento nos dois jogos disputados. Já o Bugre tem apenas 1 ponto, depois de empatar na estreia com o Guaratinguetá, por 1 a 1, e ser derrotado por 2 a 1 pelo Londrina. “Precisamos tirar proveito disso e fazer mais um jogo de inteligência. O momento que o Guarani vive não condiz com o elenco que eles têm. Fumagalli, Diego Clementino, Gladstone. Não podemos deixar esses jogadores crescerem na partida”, afirma o atacante Daniel Morais.

Jogar fora de casa é mais um desafio que o Tupi vai ter de enfrentar. Por isso mesmo, a tendência é de um Carijó mais cauteloso em campo, esperando a jogada certa para sair com a vitória. “Sabemos que vai ser difícil pela grandeza do Guarani, pela responsabilidade que eles têm por estarem jogando em casa e ainda não terem vencido no campeonato. Temos que saber usar isso a nosso favor. Sabemos que vai ser um jogo difícil, mas não podemos temer. Vamos fazer o nosso jogo e tentar trazer pelo menos 1 ponto de lá”, destaca Felipe Augusto, confirmado no setor ofensivo.

Passado

No dia 13 de agosto de 1978, o Brinco de Ouro recebeu o momento mais glorioso do Bugre, quando a equipe de Campinas derrotou o Palmeiras por 1 a 0, com gol de Careca, e conquistou o título brasileiro. “Um estádio que já deu muitas alegrias dos torcedores deles, um time de muita tradição. Jogar em um estádio como esse é muito importante. O foco é o mesmo: conseguir somar, fazendo um bom jogo”, diz o zagueiro Mailson. Agora, em 2015, o Tupi precisa esquecer o passado do adversário para dar mais um passo rumo ao próprio futuro.