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Sinpro e PJF de novo no TJMG


Por Tribuna

29/05/2015 às 04h00- Atualizada 29/05/2015 às 08h52

Encontro entre representantes dos docentes e da Administração ocorreu à tarde ontem (MARCELO RIBEIRO/28-05-15)

Encontro entre representantes dos docentes e da Administração ocorreu à tarde ontem (MARCELO RIBEIRO/28-05-15)

Depois de três reuniões após a audiência com a desembargadora do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Teresa Cristina da Cunha Peixoto, representantes do Sindicato dos Professores (Sinpro) e da Prefeitura seguem hoje para Belo Horizonte, onde vão se reunir novamente diante da Justiça. Na rodada de negociação na tarde de ontem, foram apresentadas propostas de reajustes por ambas as partes, sem consenso. O sindicato informou que foram feitas sete propostas com diferentes formas e índices de recomposição salarial, nenhuma delas aceita pela PJF. Já o Executivo propôs duas formas de aumento, sendo ambas com reajuste de 13,01% para professores PRA, que possuem ensino médio – a fim de atingir o valor nominal do piso nacional proporcional para 20 horas. Quanto aos demais, foram dadas opções de reajuste de 3%, retroativo a janeiro de 2015, ou abono de 3% de janeiro a dezembro de 2015, com reajuste de 5,5% a partir de 2016.

O Sinpro afirma que não houve avanço no ponto de maior conflito, a revogação do artigo 9º da Lei 13.012/14. A Prefeitura chegou a propor mudanças na redação do texto do dispositivo, mas os professores entenderam que a proposta não contemplava a pauta do movimento. “A mudança não anula os dispositivos que o artigo tem e quebra o nosso plano de carreira. As modificações foram inócuas, os efeitos são os mesmos”, afirma uma das coordenadoras do Sinpro, Maria Lúcia Lacerda. Segundo a secretária de Administração e Recursos Humanos, Andréia Goreske, a intenção do artigo 9º é possibilitar o reajuste em janeiro, cumprindo a Lei do Piso, sem a necessidade de encaminhar mensagens à Câmara solicitando a recomposição salarial. “Se há algum entendimento que há quebra de carreira, não queremos isso. As propostas levam em conta o cenário nacional, da crise que estamos enfrentando, chegamos ao nosso limite.”

A coordenadora do Sinpro afirmou que os professores dispõem de documento com mais de 12 mil assinaturas de apoio de pais e moradores das comunidades visitadas ao longo dos 77 dias de paralisação. Já a Secretaria de Educação divulgou nota informando ter recebido um abaixo-assinado de pais com 460 nomes, pedindo pela reposição de aulas, sem prejuízos aos alunos e às famílias. A pasta informou que, de acordo com uma simulação já realizada, o ano letivo de 2015 deve chegar a meados de 2016.