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Assombrados pelo original


Por JÚLIO BLACK

21/05/2015 às 06h00- Atualizada 21/05/2015 às 08h33

Versão 2015 de 'Poltergeist' aposta nas citações à produção original para levar o público à sala escura

Versão 2015 de ‘Poltergeist’ aposta nas citações à produção original para levar o público à sala escura

Antes do filme em si, um pouco de História: “Poltergeist” (junção de duas palavras alemãs, significando “espírito barulhento”) é um termo criado pelo líder da Reforma Protestante, Martinho Lutero, no distante século XVI, para nomear o que acreditavam ser fantasmas que invadiam as casas e causavam pânico na população. A terminologia não só “pegou” como atravessou o Oceano Atlântico, servindo de inspiração para Steven Spielberg ter a ideia para o clássico “Poltergeist – O fenômeno”, lançado em 1982 e que até hoje é cultuado pelos amantes do terror e suspense. Para os mais velhos, fica a lembrança das noites da década de 1980 em que o filme de Tobe Hooper (na verdade, muitos dizem que o verdadeiro diretor foi Spielberg, que só não assinou a obra por estar comprometido com “E.T. – O extraterrestre”) marcava presença constante na programação da onipresente TV aberta, com efeitos especiais que aumentavam ainda mais a sensação de ameaça constante presente no longa – cortesia da Industrial Light & Magic, de George Lucas, que também cuidava dos efeitos de “Guerra nas estrelas” – e trilha sonora de Jerry Golsdmith.

E é sob o peso do clássico – ignorando aí as fracas continuações – que um novo “Poltergeist – O fenômeno” chega aos cinemas do mundo em 2015, em cartaz nas salas de Juiz de Fora a partir desta quinta-feira. Sem a presença de Spielberg, a nova versão do filme de casa assombrada tem Sam Raimi (“Uma noite alucinante” e “Homem-Aranha”) na produção e Gil Kenan na cadeira de diretor. No elenco, o destaque fica para Sam Rockwell (“Confissões de uma mente perigosa”) e Jared Harris (das séries “Mad men” e “Fringe”).

A trama, mesmo situada pela produção como uma continuação dos três filmes anteriores, é praticamente um remake do original: casal compra uma bela casa no subúrbio a preço de banana, acreditando ter feito um excelente negócio. Eles percebem a furada em que entraram quando coisas estranhas começam a acontecer, chegando ao ápice quando a filha mais nova é levada pelos espíritos que estão em um armário, comunicando-se com eles, depois, por meio da televisão. Em desespero, marido e mulher buscam a ajuda de um especialista em paranormalidade.

Além da história parecida, o novo “Poltergeist” não tem medo de recriar diversas cenas clássicas do longa de 1982, como o palhaço que ataca um dos filmes e as partes já citadas com a garotinha. Se vai se igualar em qualidade e suspense ao seu antecessor, o espectador só vai saber correndo ao cinema e, depois, (re)assistindo ao original – que também ficou célebre pela sua suposta “maldição”, com a morte das atrizes Dominique Dunne (poucos meses depois das filmagens) e Heather O’Rourke (em 1988, aos 12 anos, e que interpretava a protagonista) e diversos integrantes menos conhecidos da série, entre atores e membros da equipe de produção.

POLTERGEIST – O FENÔMENO

UCI 2 (3D): 21h30 (todos os dias) e 23h40 (sexta-feira e sábado). UCI 4 (dub): 14h, 16h05, 18h10, 20h15 e 22h20. Cinemais 5 (3D/dub): 15h e 19h20. Cinemais 5 (3D): 17h10 e 21h40. Santa Cruz 1 (dub): 17h15, 19h15 e 21h15

Classificação:

12 anos