Homem que mordeu, arrancou e engoliu parte da boca da companheira é indiciado por tortura e cárcere privado em JF

Polícia Civil conclui inquérito que aponta violência extrema após saída de festa


Por Tribuna de Minas

01/12/2025 às 19h21- Atualizada 02/12/2025 às 08h29

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nesta segunda-feira (1º), o inquérito que investigou as agressões contra uma mulher de 46 anos, ocorridas em 23 de novembro, após o casal deixar uma festa em Juiz de Fora. O suspeito, de 53 anos, foi preso em flagrante no dia do ocorrido.

Segundo a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), o homem, motivado por ciúmes, restringiu a liberdade da vítima e a agrediu fisicamente, provocando lesões graves, entre elas uma mutilação permanente. O relatório aponta que ele mordeu, arrancou e engoliu parte da boca da mulher.

Com base nas provas reunidas, o suspeito foi indiciado pelos crimes de tortura e cárcere privado. “Essa vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e mental, foi ameaçada, impedida de se defender e teve sua liberdade restringida”, afirma a delegada responsável pelo caso, Alessandra Azalim.

A delegada destaca ainda a gravidade da violência registrada. “Este caso evidencia, de forma dolorosa, como a violência pode gerar traumas físicos e psicológicos profundos na vida de uma mulher. A mutilação sofrida demonstra um comportamento desumanizado do agressor, que marcou o corpo da vítima como se ela fosse um território sob seu domínio. Nenhuma mulher é propriedade de qualquer homem. Nenhum motivo, inclusive ciúmes, autoriza agressões.”

A conclusão do inquérito ocorre durante a campanha dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher. Nesse contexto, a delegada reforça a importância das denúncias para garantir proteção e responsabilização. Casos desse tipo podem ser registrados presencialmente, pelos telefones 190, 197, 180 e 181, ou ainda pela Delegacia Virtual.