Bairros reivindicam novos postos

Terreno previsto para sediar construção de Uaps no Santa Efigênia não foi aprovado
Usuários do SUS reclamam das condições precárias das unidades de atenção primária à saúde (Uaps) dos bairros Santa Efigênia e Ipiranga, na Zona Sul. Eles argumentam que há necessidade de construção de novos prédios para abrigar os atendimentos, que aumentaram nos últimos anos. Segundo Ary Raposo, presidente do Conselho Regional de Saúde que abrange os bairros, a região conta com 70 mil habitantes, e as Uaps não estão comportando a demanda. Ary informou ainda que o Conselho Regional está com as atividades suspensas até que a secretaria responda às demandas da entidade.
Uma funcionária da Uaps de Santa Efigênia, que preferiu ter o nome preservado, contou que, além de o espaço ser limitado, o local tem infiltrações, mofo e não contempla os padrões exigidos pela Vigilância Sanitária. “Não temos salas para todos atenderem. Temos que revezar. Não há privacidade nem para conversar com os pacientes.” Ela ainda contou que, depois que o posto passou a agendar as consultas, sem necessidade de filas de madrugada, a procura aumentou. “Para a gente fazer um trabalho de excelência, a Secretaria de Saúde tem que dar suporte para a gente. Tem que ter estrutura física. Os equipamentos precisam estar funcionando. Tem que ter medicamentos e insumos.”
De acordo com o subsecretário de Atenção Primária à Saúde, Thiago Horta, um projeto arquitetônico para a construção de nova unidade no Santa Efigênia foi encaminhado, no ano passado, para o Governo estadual. No entanto, ele foi reprovado porque é preciso que o lote tenha, no mínimo, 24 x 30 metros para a captação de recurso. “O terreno não tem os 24 metros de frente exigidos. Nós vamos alocar o projeto no orçamento do ano que vem e continuar investindo no Estado ou junto ao Ministério da Saúde para garantir a captação do recurso.”
Em relação à nova Uaps do Ipiranga, o subsecretário explicou que, devido ao adensamento e ocupação do solo na região, há dificuldades para se encontrar um terreno apropriado para a construção. “Já fizemos algumas tentativas, o secretário foi olhar terrenos de particulares com vista à desapropriação, mas a negociação não teve êxito. Antes de pensar em obras, temos que identificar um local.”
Reformas estão atrasadas
Previstas para serem entregues em julho deste ano, as reformas das unidades de atenção primária à saúde(Uaps) dos bairros Santa Cecília, Parque Guarani, São Judas, Furtado de Menezes e Monte Castelo ainda não começaram. As reformas fazem parte de uma empreitada de R$ 4,2 milhões, que tem por objetivo revitalizar 15 unidades de saúde de Juiz de Fora. As obras tiveram início em outubro do ano passado, e a entrega deveria ter ocorrido dentro de nove meses.
Segundo o subsecretário de Atenção Primária à Saúde, Thiago Horta, o atraso aconteceu devido ao não repasse da verba pelo Ministério da Saúde. “Esse recurso, que deveria ter sido passado integralmente em agosto de 2013, só foi repassado em junho deste ano. Ou seja, dez meses depois.” De acordo com ele, as obras nesses postos serão iniciadas à medida que forem sendo entregues as reformas de outras Uaps. “Nós já entregamos Santo Antônio, Linhares e Grajaú. Devemos finalizar a unidade de Santa Cruz no final deste mês. Ainda em outubro, reiniciaremos as obras do Marumbi e do Retiro e, no início do mês que vem, iniciaremos os trabalhos no Nova Era. Esse é o cronograma.”








