VÍDEO: Entenda o que é a Mpox, doença com 4 casos confirmados em Juiz de Fora em 2025
Nomenclatura ‘varíola dos macacos’ não é mais utilizada; Governo do Estado afirma que não há risco de surto
Juiz de Fora teve o quarto caso confirmado de Mpox em 2025, segundo o painel de monitoramento da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). O caso envolve um paciente do sexo masculino, com idade entre 10 e 19 anos. Os outros três também são de homens, com idades entre 30 e 39 anos. Um deles precisou de hospitalização em razão de necessidades clínicas.
Ao todo, o município contabiliza 13 notificações da doença: além das quatro confirmadas, nove foram descartadas. Com esse número, Juiz de Fora ocupa a quarta posição entre as cidades mineiras com mais registros de Mpox neste ano, atrás de Belo Horizonte (63 casos), Uberlândia (11) e Contagem (8). Até o dia 22 de outubro, Minas Gerais somava 325 notificações, das quais 92 foram confirmadas, duas são consideradas prováveis e 76 seguem sob investigação. Outros 155 casos foram descartados.
Apesar dos dados, não há risco de surto de Mpox no estado de Minas Gerais no momento. A afirmação é do subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, que reforça que os números estão controlados.
“O novo clado (grupo de organismos) que circulou na África não circula em Minas Gerais. Nós temos feito um acompanhamento de perto de toda a atuação, vendo como estão as notificações, sinais, sintomas e apoiando os municípios”, garante.
O que é a Mpox?
A doença é uma infecção viral causada pelo vírus Monkeypox. A transmissão se dá pelo contato direto com as partes do corpo: sejam feridas ou através das vias aéreas. Objetos contaminados e secreções corporais também podem gerar a contaminação. Os sintomas envolvem erupções cutâneas, marcas na pele, linfonodos inchados, náusea e cansaço.
“Caso a população tenha especialmente as erupções cutâneas, a recomendação é buscar imediatamente a unidade de atenção à saúde – a unidade básica, de atenção primária. Conversar com profissional da assistência e falar dos seus hábitos, o que pode, com certeza, ajudar no diagnóstico diferencial”, orienta o subsecretário.
Como o contato é a forma de transmissão, a prevenção envolve evitá-lo quando se trata de pessoas com suspeita de contaminação pela doença. Já o tratamento consiste, atualmente, em medidas de suporte clínico com o objetivo de aliviar sintomas; prevenir e tratar complicações e evitar sequelas, de acordo com o Ministério da Saúde.
Em novembro de 2024, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou uma nova vacina contra o vírus para uso emergencial. Foi o segundo imunizante aprovado pela entidade para controle e prevenção da doença, declarada emergência global em agosto do ano passado.

Vacinação
No momento, o Ministério da Saúde enfatiza que a estratégia de vacinação prioriza a proteção das pessoas com maior risco de evolução para as formas graves da doença. A definição foi feita em conjunto com representantes dos conselhos municipais e estaduais, diante da avaliação técnica e científica de especialistas.
No que diz respeito à pré-exposição ao vírus, o público-alvo é formado por pessoas vivendo com HIV (homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais; com idade igual ou superior a 18 anos; e com status imunológico identificado pela contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses) e profissionais que trabalham diretamente com Orthopoxvírus em laboratórios com nível de biossegurança 2 (NB-2), de 18 a 49 anos.
Já na pós-exposição, estão incluídas pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas, prováveis ou confirmadas para Mpox, cuja exposição seja classificada como de alto ou médio risco, conforme recomendações da OMS, mediante avaliação da vigilância local.
‘Varíola dos macacos’: nomenclatura errada
Anteriormente, a doença era conhecida como ‘varíola dos macacos’. A nomenclatura foi alterada por levar a estigmas envolvidos com o animal. “Não se fala mais porque não há transmissão do macaco para o homem ou a mulher”, ressalta Eduardo.
A transmissão ocorre por contato, especialmente com as manchas pelas diferentes partes do corpo. Portanto, o macaco não tem relação com o processo. “O animal não deve ser lembrado A população não deve fazer uso desta nomenclatura, mas, sim, Mpox”, finaliza.









