Pressão por candidatura

Júlio diz que é importante fortalecer o PSB (FERNANDO PRIAMO/17-04-15)
“Se eu for (candidato à Prefeitura de Juiz de Fora), não vai ser agora que vou definir isso. Da mesma forma, se não for, também não é esse o momento para a decisão.” Com a assertiva feita durante o CBN Juiz de Fora 2ª edição de ontem, o deputado federal Júlio Delgado (PSB) manteve em aberto a possibilidade de lançar seu nome como candidato à prefeito nas eleições municipais de 2016. Embora ainda coloque uma empreitada ao Executivo juiz-forano no campo das conjecturas, o parlamentar presidente estadual do PSB admite que, nos bastidores, as pressões pelo lançamento de seu nome na disputa local são crescentes e promete que sua legenda terá papel de protagonista. “Não vai faltar minha responsabilidade com Juiz de Fora neste processo.”
Para garantir que seu partido tenha papel de destaque em 2016, Júlio lembra que, entre 2008 e 2012, o PSB ampliou o número de detentores de mandato. “Na região, tínhamos apenas a Prefeitura de Pirapetinga e agora temos 11 prefeituras. Isso demonstra que estamos fazendo um bom trabalho de fortalecimento do partido.” A atual conjuntura política também pode ser favorável a uma candidatura do deputado. “Em processos anteriores, existiam as candidaturas do Tarcísio (Delgado, ex-prefeito e pai de Júlio). Em 2012, ele tentou viabilizar uma composição com o PMDB, mas acabou deixando o partido.” Na ocasião, contrário ao lançamento do nome do prefeito Bruno Siqueira (PMDB), Tarcísio deixou a legenda e se filiou ao PSB em 2013.
Terceirização
Além de deixar no ar possibilidade de disputar a Prefeitura, durante a entrevista à CBN Juiz de Fora, Júlio também falou sobre a votação do projeto de lei 4330/04, que regulamenta o trabalho de terceirizados. No último dia 8, o deputado manifestou voto favorável ao texto-base do dispositivo. O posicionamento do juiz-forano foi alvo de muitas críticas na internet. Sobre a polêmica, Júlio fez questão de destacar que não faz qualquer tipo de filtragem em seus perfis nas redes sociais e justificou seu voto afirmando que a matéria regula uma modelo de prestação de serviços consolidada no país.
“Não se trata de tirar direito do trabalhador. Estávamos votando a regulamentação de um setor que já funciona, para depois votar os destaques. Essa semana já votamos a questão da proibição da terceirização para empresas públicas e autarquias, por exemplo”, pondera o juiz-forano, que garante que já existem entendimentos para a aprovação de destaque que prevê que à responsabilidade da empresa contratante do serviço terceirizado será solidária em relação às obrigações trabalhistas e previdenciárias devidas pela contratada.









