Obras do Hospital Regional em ritmo lento

Governo estadual diz que é preciso que o orçamento seja aprovado pela Assembleia para liberar recursos para a conclusão do hospital
Além da interdição cautelar de alguns setores do Hospital de Pronto Socorro (HPS) e da suspensão de cirurgias eletivas de hospitais conveniados com o SUS, a diminuição do ritmo das obras do Hospital Regional é mais uma preocupação na área da saúde pública. A construção no São Dimas, na Zona Norte, se arrasta desde 2010 e conta hoje com 50 operários trabalhando, quando o número adequado, segundo a Secretaria de Obras do município, seria de 150 a 200 homens. Para garantir o ritmo, a PJF diz que depende do repasse de recursos do Governo de Minas, que, por sua vez, assegura que 66% das obras já estão concluídos. Para dar continuidade, o Governo estadual diz que é preciso que o orçamento 2015 seja aprovado pela Assembleia Legislativa.
O secretário de Obras do município, Amaury Coury, atribui a redução do ritmo dos trabalhos às mudanças no comando do Governo estadual. “As obras fluíram normalmente até o final de dezembro, e, com a posse do novo governador em janeiro, houve uma retração. É um processo natural depois das eleições, mas dependemos ainda da aprovação do orçamento. O prefeito já esteve em reunião com o governador Fernando Pimentel (PT) e também com o secretário de Saúde, Fausto Pereira dos Santos, que já garantiram a continuidade das obras”, afirma.
De acordo com Amaury, o município espera também as informações sobre o novo aporte que será repassado este ano para avaliar a data da entrega. “A segunda etapa da obra, que iniciou em 2013, é de R$ 64 milhões. Até dezembro, já havíamos recebido R$ 26,6 milhões e aguardamos R$ 37 milhões para concluir a obra. A gente acredita que o prazo de entrega (do prédio) não deve passar de abril do ano que vem, mas ainda faltará a parte dos equipamentos, a qual o Estado também deve se comprometer”, explica.
O secretário executivo do Conselho Municipal de Saúde, Jorge Ramos, diz que é preciso mais comprometimento do Governo estadual. “Na situação em que o município se encontra, não há a menor condição de colocar dinheiro neste hospital, que será de atendimento à Rede de Urgência e Emergência e atenderá a toda a região. Antes de usar os recursos do tesouro municipal para o Regional, que ainda é uma perspectiva, é preciso colocar recurso no que já existe, melhorando o HPS e as unidades de saúde”, reforça.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde explica que, enquanto o orçamento não for aprovado, não é possível aplicar recursos em investimentos e obras como a do hospital. O Governo informa ainda que vai enviar ao Legislativo uma nova proposta de orçamento nos próximos dias e a expectativa é que ela seja aprovada o mais rápido possível. Ainda conforme a secretaria, já estão sendo instalados na unidade equipamentos da subestação de energia elétrica, sistema de ar condicionado central e gases medicinais. A secretaria mantém a previsão de inauguração para o segundo semestre deste ano.








