100% juiz-forano

A cada ano que passa, o Centro Cultural Bernardo Mascarenhas tem se consolidado como a principal opção da classe artística de Juiz de Fora. Prova disso é que, dos 26 selecionados no edital de ocupação do local, 25 são de Juiz de Fora, sendo que o único representante de outra cidade, o ator Breno Motta, também é daqui do município. Para os próximos 11 meses, o público da cidade pode se programar para aplaudir seus conterrâneos. Denise Oliveira, administradora do espaço, afirma que o processo não impede que produções de outros pontos se apresentem por lá, mas, sim, garante ao artista juiz-forano um palco de qualidade para expor seus projetos. “O CCBM é um dos poucos lugares que as pessoas daqui têm para se apresentarem, e temos que apoiar a cultura local. Quando abrimos as inscrições, todo mundo quer participar. Pode ocorrer de vir gente de outros lugares no Festival de Teatro, por exemplo”, diz Denise, ressaltando que também estão assegurados os eventos fixos promovidos pela casa e pela Funalfa.
A temporada de ocupação começa em março, e as datas serão fechadas, em uma reunião, logo após o carnaval. Por enquanto, a Sala de Encenação Flávio Márcio vai receber propostas inéditas, como as peças “Canção de ninar”, do Grupo TOC, e “Cartas de amor ao próximo”, de Breno Motta. Com apoio da Lei Murilo Mendes, a novidade chega com o show “Baobá”, de Carlos Fernando Cunha, os espetáculos “Fluxidade”, de Tatiana de Oliveira Almeida, e “Cidade dos fantasmas”, de Ariane C. Mendes Ribeiro, além do lançamento do CD do grupo 3,2,Único. Cíntia Brugiolo e sua turma do Contaê também voltam a encantar a garotada com novas histórias. Dentre os trabalhos já conhecidos por aqui, está “Estação dos passageiros invisíveis”, da INMundos Companhia Teatral. A casa ainda abrigará a primeira Bienal da Dança de Juiz de Fora e mais uma edição do “Festival aos berros de cinema e música independente 2015” e “Nichi festival e NerdCon”, entre outras atrações.
Segundo Denise, se a procura pelo palco foi concorrida, para as galerias, ocorreu o contrário. Somente oito exposições estão agendadas. “Uma luz, um sentimento”, de Sérgio Neumann, “Jogos múltiplos”, de Fernanda Cruzick, e “A fé sem faces”, de Frederico Azevedo Alvim Assis, são algumas delas. “Provavelmente teremos que fazer convites para preencher as galerias ou abrir outro edital”, avisa Denise.
“Para tentar aprovar o máximo de propostas, reduzimos os finais de semana solicitados pelos proponentes”, afirma Denise. Ela destaca que uma comissão formada por dois representantes da Funalfa e três da classe artística ficou responsável pela avaliação. “Os jurados analisaram qualificação dos projetos, criatividade, concepção, qualidade plástica, qualificação da equipe, inovação, tipos de linguagem, habilidade técnica e formação de público.”








