Lição de resistência no Baixo Amazonas
A experiência de sustentabilidade de uma pequena cidade no Baixo Amazonas será relatada em uma palestra hoje, às 9h, na Cúria Metropolitana (Rua Henrique Surerus 30 – Centro), com entrada franca. A promotora de Justiça do Pará, Lilian Regina Furtado Braga, vai falar sobre os impactos ambientais sofridos pela mineração em seu município natal, Juriti, e outras questões socioambientais. De Juiz de Fora, ela segue para o Rio de Janeiro, onde vai participar das discussões do Fórum Amazônia Sustentável, na conferência Rio+20.
Ontem, em entrevista à imprensa, a promotora descreveu a transformação de Juriti após a instalação de uma mineradora. Em 2005, o município tinha 20 carros, e pouco mais de dez mil pessoas. Em um mês, chegaram sete mil homens para trabalhar. Mesmo com as mudanças, o que tira Juriti do lugar comum, segundo a promotora, é a capacidade de união dos nativos. Eles criaram um dos maiores movimentos de resistência à atividade mineradora. São organizados, conhecem seus direitos e colocam os empreendedores para discutir. São tradicionais e querem continuar sendo, mas, ao mesmo tempo, desejam que os filhos estudem e tenham lazer. Talvez aquela seja a única região que conseguiu receber verba indenizatória sobre danos causados a área ambiental, afirma a promotora. A luta das duas mil famílias com a mineradora pelos 88 quilômetros quadrados de floresta deu origem a um filme,Juriti Velho, exibido em Brasília, no último dia 12.







