‘Baile do Futuro’ acontece neste domingo

Depois de ser adiado, evento com shows de Makoomba, dos Mallones, JK da Vila e LCofiicial acontece neste domingo (20), na Vila Alpina


Por Cecília Itaborahy, sob supervisão de Wendell Guiducci

20/03/2022 às 07h00

A chuva da semana do dia 19 de fevereiro não permitiu levar o “Baile do Futuro”, enfim, para a Zona Leste de Juiz de Fora. O evento celebraria os seis anos da Makoomba e ficaria registrado como o primeiro dos Mallones no bairro onde nasceram. O tempo, muitas vezes, não falha, nem a vontade de fazer acontecer. Um mês depois, agora sim, os shows se realizarão, no mesmo lugar, com as mesmas atrações e os mesmos desejos. Neste domingo (20), no Mirante da Vila, no Bairro Vila Alpina, Jullyo Mallone, U’FB Mallone, BRK Mallone, Jhonny Mallone, RT Mallone, Amanda Fie, Crraudio, Ocriolo, JK da Vila e LCofiicial se juntam para colocar em prática a ideia de futuro que eles carregam entre si. O evento começa às 11h e tem previsão de ir até as 21h. É necessário apresentar o cartão de vacinas em dia.

A ideia de fazer o “Baile do futuro” surgiu a partir de uma inquietação de pensar os locais de atuação dos artistas dentro da cidade. Essa ideia, de acordo com Crraudio, um dos integrantes da Makoomba, veio a somar com uma questão semelhante, apresentada, principalmente, por RT Mallone. “Quando ele (RT) conversou comigo, falando qual era a proposta dele, eu falei que a gente também estava nesse processo. A gente está repensando nossos locais de atuação na cidade, queria pensar em uma possibilidade de juntar as forças para fazer um baile junto, sendo nosso Baile do Futuro.” Em entrevista à Tribuna na época que seria o show, RT disse que o sonho era antigo, e a vontade era de levar a cultura do rap e do funk ao bairro, já que a maioria dos eventos desse gênero acontecem longe da comunidade. O show da Makoomba, de acordo com Crraudio, vai ser no estilo do Makoombloco, que não acontece há dois anos.

Crraudio ainda diz que estar nesse local, em uma região de periferia, conta muito mais a história do coletivo, que durante muito tempo precisou lutar para conseguir estar nos bares, casas de shows e boates onde os eventos acontecem hoje. Agora, eles querem inverter essa ideia e levar o baile para outros cantos, onde, geralmente, é onde essa cultura nasce. Assim, eles colocam em prática tudo o que pensaram sobre o futuro do baile, que foi, também, tema de uma residência artística que o coletivo fez no começo deste ano, sendo um dos projeto aprovados pelo edital “Cultura da/na quebrada”.