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Papo de gandula


Por WALLACE MATTOS

29/11/2011 às 07h00

Um ano bom

Caros e caras, o ano dessa coluna chega ao fim com essas linhas. E 2011 foi um bom ano para o esporte juiz-forano. Tivemos os destaques individuais como sempre, mas, desta vez, duas equipes locais se destacaram e fizeram bonito, enchendo de orgulho toda a cidade. O time de vôlei da UFJF e o Tupi conquistaram importante projeção nacional, levando o nome de Juiz de Fora às redes nacionais de televisão.

Com o vice-campeonato da Liga Nacional, a UFJF conseguiu muito mais do que somente uma vaga na Superliga Masculina 2011/2012. Mostrou que, com trabalho, dedicação e, acima de tudo organização, os objetivos podem ser alcançados mesmo por projetos recém-nascidos. Agora, o desafio é enfrentar as maiores equipes do esporte nacional. Desde já fica minha torcida para Maurício Bara e seus comandados incendiarem essa cidade, naturalmente já apaixonada pelo vôlei.

Já o Tupi arrebatou os juiz-foranos e conquistou seu primeiro título nacional em pleno Arruda lotado de torcedores do Santa Cruz. O Arrudazo começou a ser construído pela perspicácia e correção com as quais o clube é hoje administrado. De fato, a diretoria, como bem definiu o ex-técnico Ricardo Drubscky, fez milagres com o orçamento apertado com o qual trabalha. Que 2012, ano do centenário do Carijó, chegue com mais recursos para um clube que, esse ano, mostrou todo seu potencial, e que isso traga uma campanha firme no Campeonato Mineiro e mais um sucesso nacional na Série C.

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Para não dizer que não falei do Brasileirão, considero que o título estará bem entregue a qualquer um dos dois postulantes. O Corinthians tem o mérito de ser o time mais regular da competição que, por ser de pontos corridos, premia justamente isso. Já o Vasco é, sem dúvida, a equipe mais interessante de 2011. Depois de um início de ano titubeante, se acertou, venceu a Copa do Brasil e, se precisava de um gás extra para disputar o Brasileiro, ganhou com o drama vivido por Ricardo Gomes. Assim, quem comemorar na última rodada terá todo o direito, e quem perder não poderá lamentar-se muito.